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Geral

Egípcios passam madrugada comemorando queda de Mursi

media A emblemática praça Tahrir, no Cairo, é palco de uma grande comemoração após a queda do presidente egípcio. REUTERS/Asmaa Waguih

Milhares de egípcios passaram a madrugada celebrando a queda do presidente Mohamed Mursi após intervenção das Forças Armadas, apoiada pela oposição e movimentos religiosos. Nas ruas, manifestantes rejeitavam chamar a manobra de golpe militar e diziam que o Exército agiu para atender a vontade do povo, após dias de protestos pedindo a saída de Mursi.

No plano anunciado pelos militares, a Constituição, de viés islâmico, foi suspensa e será revista. Um governo interino formado por técnicos e um grupo para a reconciliação nacional serão criados. Depois, haverá eleições presidenciais e parlamentares. Mas ainda não foram divulgados prazos para nada disso acontecer.

Na manhã desta quinta-feira, Adli Mansur, chefe da Suprema Corte Constitucional, assumiu a presidência interina. A Organização das Nações Unidas pediu a volta de um governo civil, mas não classificou a ação do Exército como golpe militar. A reação foi análoga à dos Estados Unidos, que destinam mais de US$ 1 bilhão por ano em ajuda às Forças Armadas do Egito.

Tanques foram enviados a diversas partes do Cairo, inclusive a bairros onde milhares de partidários de Mursi realizavam atos de apoio ao governo. A queda do presidente alimentou temores de uma possível onda de violência. Líderes da Irmandade Muçulmana disseram que seus afiliados estavam prontos para defender Mursi.

A sociedade egípcia, cansada da frágil situação econômica, uma mistura explosiva de desemprego e inflação, disse "não" à islamização que vinha sendo imposta pelo poder islamita. Desde a queda do ex-ditador Hosni Mubarak, há dois anos, o desemprego aumentou e hoje atinge 12,7% da população e até 40% entre os jovens.

A instabilidade política prejudicou o setor do turismo, um dos pilares da economia, responsável por 10% do PIB. Em Luxor e no Cairo, o turismo recuou 70%. Globalmente, os investimentos no país foram reduzidos a um quarto do valor, logo após a queda de Mubarak.

O que acontece no Egito é acompanhado de perto na Tunísia, onde começou a Primavera Árabe há dois anos e meio. Na Tunisia, o partido islâmico Ennahda está no poder, mas também é contestado pela população por não cumprir suas promessas de campanha, sobretudo o combate ao desemprego, que ultrapassa 30% entre os jovens de até 24 anos.

É nesse contexto de instabilidade que o presidente francês, François Hollande, inicia uma visita de dois dias à Tunísia, com o objetivo de encorajar o processo democrático de transição.

Brasil
O governo brasileiro divulgou nota oficial dizendo esperar que as justas aspirações da população egípcia por liberdade, democracia e prosperidade possam ser alcançadas sem violência e com a plena vigência da ordem democrática.

A questão mais discutida pelos especialistas hoje é que papel terão os militares daqui para a frente.
A ONU e os Estados Unidos, assim como outras potências, não se referiram à atititude das forças armadas como um golpe militar, mas pedem um retorno rápido dos civis ao poder.

Colaborou Hugo Bachega, correspondente da RFI no Cairo

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