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Geral

Derretimento da Antártica pode ter sido menor do que se pensava

media Elevação de 69 centímetros dos oceanos já ameaça zonas costeiras em várias regiões. dr

Um estudo internacional publicado hoje afirma que o descongelamento da Groenlândia e da Antártica pode ter sido menos intenso do que se previa no século 21. A conjuntura resultaria em um aumento menor do nível dos oceanos, de no máximo 70 centímetros, e não de até 2 metros, como estimavam alguns cientistas.

Mesmo que reduzida, a elevação provoca alterações importantes nas costas dos países no horizonte de algumas décadas, de acordo com a pesquisa ice2sea, realizada por 24 instituições científicas, a maioria europeias. O projeto, que visa a melhor determinar as consequências do derretimento dos bancos de gelo da Antártica e a Groenlândia nos oceanos, concluiu que a alta nos mares deve ser entre 16,5cm e 69cm, devido a um aquecimento global “moderado” neste século.

Os estudos mais pessimistas indicam que o nível dos oceanos pode se elevar 2 metros até 2100 em decorrência do degelo, um cenário considerado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, como o pior possível. Essa situação resultaria no desaparecimento de algumas regiões do Bangladesh ou da Flórida, nos Estados Unidos.

“É uma boa novidade para aqueles que temiam altas maiores. Mas mesmo assim, 69cm vão causar impactos muito concretos”, disse David Vaughan, que dirigiu o projeto. “Isso vai modificar consideravelmente a frequência das enchentes. Sem contar que essa elevação vai permanecer durante vários séculos depois de 2100, ameaçando engolir cidades costeiras e ilhas como Maldivas e Tuvalu.”

De acordo com o ice2sea, o degelo de uma parte da Antártica, da Groenlândia e dos Alpes ou os Andes vai resultar em uma alta entre 3,5cm e 37cm dos oceanos ao longo do século 21, mas como os oceanos se dilatam devido ao aquecimento do planeta, é preciso adicionar mais de 13 a 32 centímetros a estas projeções. No século passado, o nível dos mares se elevou em média 17 centímetros, uma taxa que foi se acelerando nos últimos anos, chegando a 3 milímetros por ano.
 

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