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Homenagens a Hugo Chávez dão tom do 1° de maio cubano

Homenagens a Hugo Chávez dão tom do 1° de maio cubano
 
Raúl Castro e Nicolás Maduro se abraçam sob foto de Chávez, em Havana, 27 de abril REUTERS/Miraflores Palace

"Maio por Chávez, pela Venezuela e pela solidariedade" proclamava a edição da última terça-feira do jornal havaneiro Tribuna. Todos os anos, o 1° de maio costuma ser um dos dias mais importantes do calendário cubano. As aglomerações começam às quatro da manhã da véspera e as festas e desfiles tomam todas as cidades da ilha. Geralmente, são trabalhadores, estudantes, sindicalistas.

Mas neste ano, haverá, por exemplo, um bloco de cubanos médicos, professores, atletas e agricultores que cumpriram missão na Venezuela. Uma comissão de representantes dos 23 estados venezuelanos foi convidada para assistir de perto às homenagens. Claro que não faltam frases de apoio ao novo presidente Nicolás Maduro, nos cartazes espalhados por todas as ruas pelos Comitês de Defesa da Revolução.

Além das homenagens a Chávez, o governo dos Castro aproveita o primeiro de maio para reafirmar os ideiais da Revolução. Expressões como "vamos dizer sim mais uma vez à Revolução e à Pátria" estão por toda parte.

E, embora muita gente diga "sim" por vontade própria, esses imperativos acabam criando um clima de participação "voluntória" (voluntária + obrigatória). É o que conta a jornalista Vanessa Oliveira, que está em Havana, ao programa Linha Direta.


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