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Combate contra mutilação genital feminina avança, dizem militantes

Combate contra mutilação genital feminina avança, dizem militantes
 
O dia 6 de fevereiro é o Dia Internacional de Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina. unicef.fr

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 140 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo sofrem atualmente com as sequelas de mutilações genitais. Essa prática ancestral, que na maior parte dos casos consiste na excisão, ou seja, a retirada total ou parcial do clitóris e dos pequenos lábios, pode ter consequências graves para a saúde da mulher, incluindo infecções, esterilidade ou complicações na hora do parto. Isso sem falar de um trauma psicológico difícil de ser superado e da perda da capacidade de sentir prazer sexual.

Neste Dia Internacional de Tolerância Zero Contra a Mutilação Genital Feminina, as militantes ouvidas pela Rádio França Internacional afirmam que é necessário continuar o combate, mas apontam sinais de que há avanços na erradicação desse costume. Uma tradição que, aliás, não está restrita à África, mas também é praticada em comunidades de imigrantes na Europa e em outros países desenvolvidos. E por isso as instituições europeias e internacionais se engajaram a lutar contra essa prática, considerada uma violação dos direitos humanos.

Ouça neste programa a socióloga Isabelle Gillette-Faye, diretora do GAMS, o Grupo para Abolição das Mutilações Sexuais e utras práticas tradicionais, uma ong criada em 1982 por mulheres francesas e africanas; Nana Camara, uma militante da associação que foi submetida à excisão do clitóris quando era criança no Mali; e Tereza Pina, diretora da ong Anistia Internacional em Portugal.  


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