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Esportes

Blatter diz que não sabia das propinas e não vai deixar a Fifa

media Sepp Blatter, presidente da FIFA, durante coletiva de imprensa em sua sede em Zurique, na Suíça, em foto di dia 4 de julho. REUTERS/Michael Buholzer

Joseph Blatter, o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), deu uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, respondendo aos rumores sobre sua eventual demissão da Federação devido às acusações de suborno envolvendo o ex-presidente "da casa", o brasileiro João Havelange. Blatter esclareceu sua posição no caso e disse que não sabia de nada.

"Eu não estava a par das propinas", declarou Joseph Blatter diante da imprensa, referindo-se ao escândalo que compromete João Havelange, que hoje é presidente honorário da Fifa; em 1997, Havelange teria recebido propinas no valor de US$1 milhão (em valor atualizado) da empresa de marketing ISL -International Sport and Leisure , detentora dos direitos exclusivos da Copa do Mundo na época em que ele estava na presidência da Federação. Em troca, a ISL teve vantagens no processo de venda dos direitos de transmissão da Copa. A empresa faliu em 2001.

"Fui eleito pelo Congresso da Fifa (órgão que reúne todas as federações asociadas) e somente o Congresso pode pedir minha saída", declarou Joseph Blatter, dando alfinetadas nos jornalistas presentes: "Não basta que alguém da imprensa diga 'Peça demissão, peça demissão'! Se alguém quiser que eu me retire, que faça o pedido diante do Congresso e eu partirei sem discutir. Mas repito que fui eleito pelo Congresso".

O comitê executivo da Fifa está reunido em sessão extraordinária na Suíça, para aprovar o novo código de ética da entidade.

Pressão da Alemanha

No sábado passado, o presidente da Federação alemã de futebol, Wolfgang Niersbach, disse estar "chocado" com o fato de Blatter minimizar a gravidade dos fatos de corrupção dentro da Fifa, sugerindo que ele se demita.

Mas não foi apenas a federação alemã que protestou. Diversos políticos alemães exigem que seja retirada de Blatter a condecoração "Ordem do Mérito", a maior distinção da Alemanha, devido à sua atitude no "escândalo Havelange".

"Está provado que Sepp Blatter faz parte do sistema endêmico de corrupção da Fifa. Por esta razão, devemos lhe retirar a Ordem do Mérito", propõe o deputado europeu do Partido Verde, o alemão Reinhard Bütikofer.
 

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