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Geral

Acidente com o AF447 foi causado por falhas técnicas e humanas

media Alain Bouillard, investigador-chefe do BEA, durante coletiva de imprensa desta quinta-feira que apresenta o relatório final do acidente de 2009, do vôo Rio-Paris. REUTERS/Benoit Tessier

O acidente com o avião da Air France, que fazia a rota Rio-Paris em 2009, foi causado pela combinação de fatores técnicos e humanos, segundo as conclusões do relatório final da agência francesa de investigação para a aviação civil, BEA, divulgado nesta quinta-feira. A agência também fez 41 recomendações de segurança para Airbus e Air France.

O documento aponta problemas técnicos, já levantados anteriormente, como o congelamento das sondas Pitot, como a origem da catástrofe. Mas também ressalta que questões como a ergonomia do avião e as reações inapropriadas da tripulação, sob forte pressão, diante das indicações dos equipamentos de bordo, contribuíram para a queda.

Os problemas começaram com o congelamento dos sensores de velocidade, as sondas Pitot, fabricadas pela empresa Thales, que conduziu a uma incoerência temporária entre as velocidades medidas.

“A tripulação praticamente perdeu o controle da situação”, declarou Alain Boullard, diretor da investigação durante a coletiva de imprensa. “Mas tentou controlar o avião até os últimos instantes”, acrescenta.

Os investigadores indicaram também problemas na formação da tripulação. A BEA insiste principalmente na importância da “formação e treinamento dos pilotos para que eles tenham um melhor conhecimento dos sistemas do avião em caso de uma situação não habitual”.

As recomendações de segurança visam tanto a companhia aérea quanto o construtor. “Oito recomendações dizem respeito à formação dos pilotos e cinco à certificação dos aviões”, precisou o diretor do BEA, Jean Paul Troadec.

Este relatório técnico não indica as eventuais conclusões da justiça francesa esperadas proximamente. Mas outro relatório judicial, que só deveria ser revelado às famílias das vítimas no dia 10 de julho, vazou para a imprensa nesta quarta-feira. O documento chega as mesmas conclusões que o relatório técnico. A Air France e a Airbus foram indiciadas em março de 2011 por “homicídio culposo”.

A Airbus informou em um comunicado emitido logo após a divulgação do relatório técnico, que tomaria “todas as medidas que permitam contribuir para o esforço coletivo para a otimização da segurança aérea”. De acordo com o comunicado, o grupo “já começou a trabalhar para reforçar as exigências relativas à resistência das sondas Pitot.”
 

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