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Geral

Noruegueses cantam para protestar contra Breivik

media Cerca de 40 mil manifestantes protestam com música contra Anders Breivik na praça Youngstorget em Oslo. REUTERS/Kyrre Lien

Cerca de 40 mil noruegueses escolheram uma maneira inusitada para protestar contra os atentados cometidos por Anders Behring Breivik que mataram 77 pessoas no ano passado. Como provocação, os manifestantes escolheram uma música infantil do cantor Lillebjoern Nilsen que foi entoada em frente ao tribunal em Oslo. A canção é odiada pelo autor do massacre.

Um coral improvisado de 40 mil vozes reuniu-se em frente ao tribunal de Oslo para cantar a música infantil “Crianças do Arco-Íris”, numa tradução livre em português. Numa audiência na semana passada, Breivik disse que a canção era um ótimo exemplo de como valores “marxistas” eram transmitidos desde cedo às crianças norueguesas. Para ele, a música era uma « lavagem cerebral ».

Em meio ao público que desafiou a chuva com rosas nas mãos para participar do protesto, o autor da música declarou: “Somos nós que vencemos”. O protesto foi organizado pelo Facebook. Na rede social, 5 mil pessoas haviam confirmado a presença, mas o número de participantes “ficou muito acima das minhas expectativas”, disse Lill Hjoennevaag, uma das organizadoras do evento. Manifestações semelhantes também foram planejadas em outras cidades da Noruega.

Ao mesmo tempo em que aconteceu o protesto, vítimas dos atentados cometidos por Breivik testemunharam. Uma delas, Anne Helene Lund, 24, relatou que foi lançada a vários metros com o impacto da explosão que atingiu um prédio do governo. Desde então, ela diz que sofre com uma forte amnésia e teve que voltar a cursar o ensino fundamental por não se lembrar mais do que aprendeu na faculdade e no ensino médio. Outras vítimas também fizeram relatos emocionados, mas Breivik manteve frieza.

No dia 22 de julho de 2011 Breivik, um militante radical de extrema-direita, matou a tiros 69 pessoas que acampavam na ilha de Utoeya e, depois, provocou uma explosão no bairro das sedes dos ministérios em Oslo. Oito pessoas morreram.

 

 

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