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Geral

Dilma vai lançar pacote para incentivar indústria

media A presidenta brasileira, Dilma Rousseff, durante o fechamento da 4ª Cúpula do BRICS. REUTERS/B Mathur

Em entrevista à imprensa, em Nova Délhi, a presidente Dilma Rousseff disse que nesse momento de retração da demanda na zona do euro e nos Estados Unidos, países com superávit como Alemanha, China e Brasil têm de estimular o consumo interno e ao mesmo tempo equilibrar suas exportações, "pois isso gera oportunidades para todas as outras economias". O governo brasileiro vai anunciar um pacote para a indústria ampliar sua capacidade de exportação.

Dilma afirmou que quando voltar ao Brasil vai anunciar um pacote de medidas para aumentar a capacidade de investimentos do setor privado. Ela reconheceu que as indústrias brasileiras precisam exportar mais e buscar a internacionalização.

Dilma e Medvedev discutem embargo russo à carne brasileira

Esta tarde, em Nova Délhi, Dilma teve uma reunião bilateral com o líder russo, Dmitri Medvedev. Eles conversaram sobre o embargo da carne brasileira para o mercado russo, em vigor desde junho do ano passado. Segundo a presidente, Medvedev se dispôs a fazer as avaliações técnicas necessárias. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, visita a Rússia amanhã para tratar do embargo, que prejudica frigoríficos do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

Na declaração final da 4ª cúpula do BRICS, encerrada hoje em Nova Délhi, o grupo critica o ritmo lento das reformas nas instituições de governança mundial, como FMI, Banco Mundial e o Conselho de Segurança da ONU, que não refletem o poder econômico dos emergentes na atualidade. Sobre conflitos internacionais como a crise política na Síria e no Irã, o grupo foi categórico: as soluções devem ser diplomáticas, sem intervenção militar externa ou uso da força.

"O Brasil não concorda com esses processos agressivos, retóricos", disse Dilma. "Acho extremamente perigoso as medidas de bloqueio de compras do Irã" – Estados Unidos e União Europeia impuseram embargo às importações de petróleo iranianas, alegando que Teerã usa o programa civil como fachada para fabricar a bomba atômica.

"O Brasil não tem relações comerciais com o Irã, mas compreende que outros países têm e precisam dessas compras », afirmou Dilma. Ela defendeu o direito de o Irã ter um programa de energia nuclear para fins pacíficos, como faz o Brasil, e recomendou que "ao invés de uma retórica agressiva, deve-se usar o direito internacional e deixar a Agência Internacional de Energia Atômica tratar do problema".

Agenda econômica do BRICS

Os desequilíbrios provocados pela crise financeira internacional e suas consequências para o crescimento e o comércio global dominaram os debates da cúpula do BRICS. Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul tomaram algumas decisões para ampliar as trocas comerciais no interior do bloco.

Eles assinaram um acordo multilateral entre seus bancos de desenvolvimento para facilitar a concessão de crédito às exportações. O grupo também nomeou uma comissão técnica para viabilizar o projeto do Banco de Desenvolvimento do BRICS, destinado a oferecer crédito aos países em desenvolvimento sem as restrições impostas pelo FMI e o Banco Mundial.

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