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Geral

Dilma critica guerra cambial e protecionismo durante homenagem em Nova Délhi

media Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de outorga do título de Doutora "Honoris Causa" pela Universidade de Délhi. Roberto Stuckert Filho/PR

A presidente Dilma Rousseff recebeu hoje em Nova Délhi o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Nova Délhi, em uma cerimônia de cerca de 50 minutos, na presença de acadêmicos indianos. Em seu discurso de agradecimento, Dilma declarou que a Índia e o Brasil têm sua palavra a dizer no enfrentamento da grave crise econômica e financeira mundial. A presidente condenou o protecionismo e as políticas expansionistas de países ricos, que geraram uma guerra cambial prejudicial às economias emergentes.

Adriana Moysés, enviada da RFI à Nova Délhi

(Acompanhe aqui a cobertura exclusiva da RFI da 4ª Cúpula dos BRICS)

Brasil e Índia têm desafios em comum, disse Dilma à plateia. Os dois países, que passaram por um processo de industrialização tardia, dependem do crescimento sustentado de suas economias para levar adiante projetos nacionais de desenvolvimento, de redução da pobreza e das desigualdades sociais. Destacando que a crise teve origem no mundo desenvolvido, Dilma enfatizou que ela não será superada por meras medidas de austeridade, de consolidação fiscal e desvalorização da força do trabalho, caminho que tem sido adotado sobretudo nos países da zona do euro. "Menos ainda por políticas expansionistas que ensejam uma guerra cambial e introduzem no mundo novas e perversas formas de protecionismo", afirmou a presidente.

Em seu discurso, Dilma falou que Brasil e Índia atuam em parceria na defesa das reformas das instituições financeiras multilaterais e do Conselho de Segurança da ONU. "A necessidade da presença permanente de Brasil e Índia nos organismos e fóruns que deliberam sobre a paz e a segurança global é hoje um consenso entre aqueles que prezam o multilateralismo", disse.

Dilma declarou ainda que a Índia e o Brasil têm uma contribuição importante para oferecer à cooperação internacional num contexto multipolar. Os dois países privilegiam o diálogo, a diplomacia e rejeitam as ações unilaterais e doutrinas que enfatizam o uso da força, as atitudes preconceituosas e intolerantes.

A presidente afirmou admirar a capacidade da Índia de combinar valores milenares com avanços notáveis em matéria de ciência, tecnologia e inovação.

Os governos indiano e brasileiro assinam, durante a visita, um acordo que fará da Índia o primeiro país em desenvolvimento a participar do programa Ciência Sem Fronteiras, que viabiliza o envio de estudantes e cientistas brasileiros a universidades no exterior. As áreas escolhidas para o intercâmbio com universidades e institutos de tecnologia indianos são engenharia, nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia da informação, saúde e produtos farmacêuticos.

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