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Geral

Mais de 10% dos passaportes franceses seriam obtidos com documentos falsos

media Flickr/Images_of_Money

O jornal francês L'aujourd'hui en France desta segunda-feira aponta que existem entre 500 mil e 1 milhão de passaportes biométricos adquiridos de forma irregular na França. O problema não estaria na tecnologia usada na fabricação do documento e sim na facilidade em obtê-lo apresentando certidão de nascimento falsa.

Criados em 2009 e considerados infalsificáveis, os passaportes biométricos franceses apresentam uma falha no processo de elaboração, segundo um relatório encomendado por Henri Guaino, conselheiro especial do presidente Sarkozy. O Ministério do Interior nega o problema.

Dos 7 milhões de passaportes biométricos em circulação, pelo menos 500 mil teriam sido adquiridos irregularmente, de acordo com alguns criminalistas. Fontes oficiais da polícia falam em 1 milhão de documentos indevidamente obtidos. O relatório produzido por Guillaume Gardillou, vice-prefeito de Boulogne-Billancourt, revela que são os documentos administrativos pedidos no processo de obtenção dos passaportes os mais susceptíveis de serem falsificados.

Segundo o diário, a alta tecnologia dificulta de fato as falsificações, uma vez que as informações pessoais nos passaportes biométricos são armazenadas num microchip de computador. Entretanto, o problema se encontra na facilidade em se fraudar os papéis anteriores a sua obtenção. A certidão de nascimento, principal documento para o pedido do passaporte, é apontada como a principal vilã.

O Ministério do Interior qualificou esses números de "excêntricos e a anos-luz da realidade". O jornal aponta que eles seriam utilizados principalmente por estrangeiros em situação irregular no território francês ou por vigaristas que aplicam golpes em bancos e seguradoras. L'aujourd'hui en France também diz que o problema da "vulnerabilidade dos documentos de viagem" está na agenda da Assembléia Nacional dessa terça-feira, onde será analisada uma proposta de lei para reforçar a segurança desses documentos.

Com a colaboração de Carla Tomazini para a RFI

 
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