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Geral

França está contagiada pela crise das dívidas, afirmam jornais

media A agência Standard & Poor's divulgou uma mensagem afirmando que a nota soberana da França seria rebaixada. Asia-Companies/Sentiment Reuters/Brendan McDermid

As críticas ao plano de austeridade do governo Sarkozy feitas pela Comissão Europeia e o erro da agência Standard & Poor's, que chegou a informar seus clientes que a França perderia a sua famosa nota triplo A, são destaques da imprensa francesa desta sexta-feira. Os jornais dedicam várias páginas para explicar os sinais de contágio da crise das dívidas na segunda maior economia da zona do euro.
 

O jornal Le Figaro relata o conteúdo da mensagem divulgada pela agência de classificação de risco americana com a informação do rebaixamento da nota francesa. Apesar de ter corrigido a informação imediatamente, o estrago já havia sido feito, lembra o jornal.

Neste clima atual de extrema tensão no mercado, o efeito foi de uma bomba, afirma o Le Figaro ao explicar que a taxa de juros do país para empréstimos de 10 anos subiu para 3,46% ou seja, o dobro do que paga atualmente a Alemanha. Mas o erro da Standard & Poors não é o único responsável por este cenário. A dívida francesa foi indiretamente atingida pela crise da dívida italiana. Segundo o Le Figaro, os investidores se questionam sobre a situação da quinta maior economia do planeta, mesmo após a divulgação de novas medidas de austeridade anunciadas pelo governo na segunda-feira.

O novo plano da França para reduzir seus déficits públicos não convence a Comissão Europeia, escreve em manchete o jornal Libération. Apesar das afirmações do primeiro-ministro François Fillon de que os objetivos fixados pelo governo são realistas, as autoridades de Bruxelas têm outra visão e estão muito pessimistas sobre as previsões de crescimento da França e da capacidade do país em diminuir o rombo excessivo de suas contas públicas até 2013. O comissário europeu para assuntos econômicos exige do governo Sarkozy o anúncio, o mais rápido possível, de novas medidas para a França para cumprir seus objetivos de reduzir o déficit público, informa o Libération.
 

 
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