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França

Bolsonaro quebra o silêncio, chama Lula de "canalha" e defende Moro

media Le président brésilien Jair Bolsonaro lors d'une cérémonie au Palais Planalto à Brasilia, le 5 septembre 2019. REUTERS/Adriano Machado

Em mensagem publicada no Twitter, o presidente brasileiro pediu aos brasileiros que “não deem munição ao canalha que momentaneamente está livre."

Um dia depois da liberação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o atual chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, reagiu pela primeira vez, neste sábado (9), à saída de Lula da prisão, depois de ele ficar 580 dias detido. Em uma mensagem no Twitter, acompanhada de um vídeo em que ele fala sobre decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro escreveu: “Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa.”

A fala é um trecho do vídeo postado na rede social, no qual ele diz: “Fico imaginando o que passa pela cabeça de vocês… a vontade de acertar e de mudar o destino do Brasil”, disse. “Ninguém faz nada sozinho”, continuou. “Temos que ter uma equipe ao nosso lado e a confiança está acima de tudo. Tive a grande satisfação de ser eleito e ser, talvez, o único que está cumprindo o que prometeu durante a campanha”, continuou.

Defesa de Moro

 

Citando o ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, presente na sala, ele disse que uma dessas promessas incluía escolher ministros como ele. Bolsonaro defendeu a independência de Moro, dizendo que o ex-juiz, responsável pela prisão de Lula e outros acusados na operação Lava-Jato, estava cumprindo sua missão. “Em parte, o que acontece na política do Brasil, devemos a Sérgio Moro”, disse. Ele encerrou sua fala dizendo: “Valeu Moro!”

Bolsonaro tinha evitado até agora fazer comentários sobre a soltura de Lula, mas seus filhos, Carlos e Eduardo Bolsonaro, dispararam mensagens no Twitter logo depois da notícia da liberação do ex-presidente.

Lula, que foi solto nesta sexta-feira (8) depois de uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), poderia voltar para a prisão caso fosse novamente condenado nos processos criminais em que está envolvido.Por enquanto, a suspensão de seus direitos políticos, depende, entre outras questões, de provar a falta de idoneidade do ministro da Justiça na condução de seu caso.

Segundo analistas, Lula livre fortalecerá tanto o PT quanto, paradoxalmente Bolsonaro, que soube canalizar o ódio de parte do eleitorado contra o ex-líder sindical.

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