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França

Após coletes amarelos, Macron enfrenta crise e onda de suicídios no meio rural

media "Hoje foi ele, amanhã poderá ser eu": boneco enforcado em trator simula suicídio, em referência à epidemia de suicídios de agricultores na França, durante protesto em 22 de outubro de 2019. Pascal GUYOT / AFP

Agricultores franceses protestaram nesta terça-feira (22) em toda a França contra o que chamam de “agribashing”, ou, em tradução livre da expressão em inglês, uma "agressão violenta" (“bashing”) contra o setor. O fenômeno se repetiu na Alemanha, onde agricultores ocuparam estradas e vias urbanas com seus tratores em Bonn e Berlim, cidades que abrigam sedes do governo alemão.

"Agressão violenta" contra os agricultores, descrédito do universo agrícola e de suas práticas, transposição excessiva de regulamentações europeias para o campo na França, acordos de livre comércio, parcelas atrasadas ​​de ajuda do bloco europeu, estas são algumas das numerosas razões da tensão no mundo agrícola francês.

A pedido dos sindicatos da Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França (FNSEA) e do Jovens agricultores (JA), os camponeses se reuniram nesta terça-feira (22) em frente a muitas centrais de polícia do país para desafiar o presidente francês Emmanuel Macron.

"Um agricultor se mata todos os dias na França, e temos a impressão de que não há consciência disso no governo de Macron", disse a presidente dos JA, Délphine Fernandez em Gard (sul), onde a situação esteve tensa por volta de meio-dia. Um comboio de cerca de 80 tratores parou em frente a um prédio dos serviços fiscais de Nimes, onde ocorreram incidentes entre várias dezenas de agricultores e autoridades de segurança.

Causas do descontentamento

Além de intrusões nas criações de gado por ativistas veganos ou da pressão da população europeia contra o uso de agrotóxicos, com a criação de áreas que não utilizam pesticidas, muitos fazendeiros franceses lamentam que os lucros desabaram, em parte por causa da guerra de preços entre os grandes varejistas do setor.

Entre 650 e 1.000 manifestantes, de acordo com fontes policiais e os organizadores, protestaram nesta terça-feira em Estrasburgo (nordeste), para reivindicar "outra" política agrícola europeia comum (PAC), “menos produtivista”.

A partir do centro da cidade, a procissão desta "Agro-parada" chegou ao meio-dia em frente ao Parlamento Europeu, onde foi organizado um protesto. "Esperamos participar do debate" em torno da futura PAC pós-2020, disse à imprensa Jacques Morineau, presidente da plataforma "Pour une autre PAC", que reúne cerca de 40 associações e sindicatos envolvidos em questões agrícolas e alimentação na França.

A ira que vem da Alemanha

Milhares de agricultores protestaram também na Alemanha nesta terça-feira dirigindo seus tratores por todo o país contra as regulamentações governamentais sobre reformas climáticas e agrícolas, que eles acreditam ameaçar a existência de suas atividades.

Comboios de centenas de veículos agrícolas paralisam o tráfego em Berlim e Bonn.

"As leis sobre agricultura estão se tornando mais rigorosas" e "o projeto atual ameaça nossa existência", disse o agricultor Tom Hollstein, 19 anos, que percorreu 100 km de sua fazenda até Berlim, com um boneco de pano simulando a figura de um agricultor pendurado em uma forca na parte traseira de seu trator.

Outras operações reuniram vários milhares de agricultores furiosos na Baviera, Schleswig-Holstein e Baixa Saxônia, no sul do país.

As queixas são muitas: ameaça de proibição de pesticidas econômicos, mas considerados perigosos, falta de incentivo do governo ao setor e ameaças de desaparecimento de pequenas fazendas familiares, além da denúncia de acordos de livre comércio que consideram discriminatórios, como ocorre com os países do Mercosul.

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