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França

Policiais franceses fazem protesto raro nas ruas de Paris

media Os policiais franceses protestaram nas ruas de Paris nesta quarta-feira, 2 de outubro de 2019. REUTERS/Christian Hartmann

Em um movimento inédito em quase 20 anos, 22 mil policiais participam na tarde desta quarta-feira (2) da "marcha da cólera". O movimento de protesto contra as condições de trabalho e a reforma da aposentadoria também alerta para o índice recorde de suicídio na categoria.

A passeata saiu da praça da Bastilha em direção à Praça da República, no centro de Paris. Pela primeira vez desde 2001, representantes de todas as categorias policiais – civil e militar -, se uniram. O clima é festivo, pacífico, mas as reivindicações são graves.

“Existe uma insatisfação generalizada”, afirmou David Le Bars, secretário-geral de um sindicato de delegados. “Todos os sindicatos têm consciência que a polícia está doente”.

Em 2016, os policiais saíram às ruas para denunciar atos de violência contra eles, mas as manifestações foram espontâneas e organizadas durante à noite, principalmente na avenida do Champs Elysées.

Reivindicações

Desta vez, nenhum ataque específico contra as forças de ordem provocou o “a marcha da cólera”, mas sim uma degradação generalizada das condições de trabalho, acelerada com o movimento dos coletes amarelos. Desde novembro do ano passado, quando os franceses começaram a protestar todos os sábados, em todo o país, contra a política fiscal e social do governo, os policiais acumulam horas extras de trabalho e tensão com a população. Eles são frequentemente alvo de críticas por ações violentas contra os manifestantes. A violência policial já deixou 2.500 coletes amarelos feridos, alguns gravemente.

Esse desgaste é apontado pelos sindicatos como responsável pelo aumento do número de suicídios na categoria. Desde o início do ano, 50 policiais se mataram, um recorde. Além disso, muitos funcionários sofrem de depressão. “Estamos desfilando hoje para exigir melhores condições de trabalho, mas principalmente para homenagear nossos colegas que se suicidaram”, declarou Damien, um policial de 24 anos que participa da passeata.

O especialista em segurança, Jacques Maillard, codiretor do Centro de Pesquisa sobre o Direito e Instituições Penais, lembra que “desde a onda de atentados na França, em 2015, os policiais franceses vivem uma conjuntura difícil, com intervenções delicadas e de longa duração”.

Somado a isso tudo, a reforma da aposentadoria proposta pelo governo francês modificaria o regime especial da categoria. Em entrevista à TV francesa, o ministro do interior Christophe Castaner declarou que o regime de aposentadoria dos policiais será modificado, como para todos os franceses. Mas observou que a "periculosidade da profissão" será levada em conta.

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