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França

França testa o uso do reconhecimento facial como cartão de embarque no aeroporto de Orly

media Viajantes esperam seu voo no aeroporto de Orly, nos arredores de Paris, em outubro de 2018. Lionel BONAVENTURE / AFP

O aeroporto de Orly, nos subúrbios de Paris, e a companhia Air France testarão, a partir de 2020, o acesso aos aviões por meio de um dispositivo que identificará o passageiro pelo rosto. O sistema, que visa acelerar os tempos de espera, é supervisionado pelo órgão francês que garante o respeito ao uso de informações de particulares.

Chega de filas para entrar no avião: a partir do início de 2020, os passageiros poderão depositar sua bagagem e embarcar simplesmente mostrando seu rosto em um quiosque de identificação.

De acordo com a revista francesa L’Express, o consórcio que administra os aeroportos de Paris (ADP), a Air France e uma companhia aérea cujo nome não foi ainda revelado oferecerão este novo serviço, que substituirá os cartões de embarque tradicionais de papel pelo celular.

Para realizar essa experiência de um ano, a ADP deverá seguir escrupulosamente as instruções da Comissão Nacional de Computação e Liberdade da França (CNIL), responsável por respeitar a privacidade e o uso dos dados dos cidadãos.

Dados pessoais não serão usados comercialmente

O CNIL exigiu "que o dispositivo não capte o olhar dos transeuntes que circulam em segundo plano". Da mesma forma, estipula que os dados pessoais não podem ser usados ​​para fins comerciais e que as informações biométricas sejam destruídas após a decolagem do avião.

"Isso significa que os dados pessoais não serão conservados e que o passageiro, que deve concordar, será obrigado a repetir o procedimento toda vez que passar por um aeroporto", explica Clémence Scottez, chefe do Serviço de Assuntos Econômicos da CNIL, citado por L'Express.

A princípio, apenas "três vôos regulares, a priori no espaço europeu" farão parte dessa experiência, que ocorrerá ao longo de um ano. Mas a ADP espera poder generalizar o sistema a longo prazo.

"Nosso objetivo hoje é generalizar a biometria em nossos aeroportos de Paris para que, em 2024, 2025, toda a jornada de passageiros seja marcada do começo ao fim", explicou um representante do órgão.

O teste não fornece um cruzamento entre o banco de dados do Ministério do Interior para comparar os rostos dos passageiros com informações sobre imigração ou alfândega.

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