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França

França quer criar programa para reduzir "desigualdade do destino"

media Crianças brincam em uma escola de Vaulx-En-Velin, perto de Lyon (27/6/19). ROMAIN LAFABREGUE / AFP

O jornal Le Figaro destaca o projeto do governo francês que visa reduzir a chamada “desigualdade no nascimento”. As medidas devem ser apresentadas nesta quinta-feira (19) pelo presidente Emmanuel Macron e o secretário de Estado da Proteção à Infância, Adrien Taquet.

Segundo Le Figaro, o executivo vai apresentar uma comissão científica presidida pelo neuropsiquiatra Boris Cyrulnilk, encarregado de elaborar um plano dedicado aos mil primeiros dias das crianças francesas. O objetivo, diz o secretário francês, é lutar contra as desigualdades em um período considerado crucial para a vida das crianças, oferecendo um acompanhamento aos pais e bebês a partir do quarto mês de gravidez até os dois anos e meio de idade.

O governo francês espera, dessa maneira, lutar contra o déficit de vocabulário, que se manifesta desde cedo entre as crianças de classes mais baixas. De acordo com a presidência francesa, o governo pretende responder a uma reivindicação de pais com informações científicas.

Durante muito tempo, acreditou-se que os primeiros anos da vida de um bebê pertencem à chamada “esfera privada.” Hoje, os cientistas sabem que a questão deve integrar as políticas públicas, para favorecer a igualdade dos pequenos independentemente de suas classes sociais.

Algumas prioridades serão analisadas por essa comissão de 17 cientistas da pequena infância: elaborar um conjunto de regras e ajudar os pais a aplicá-las, pensar em maneiras de melhorar a licença maternidade e o acesso a creches quando as mães voltarem ao trabalho. O secretário de Estado francês quer se encontrar com pais e profissionais da área. Várias questões já vieram à tona: o aleitamento materno, o excesso de exposição às telas, o papel do pai na família, a nutrição, a prevenção contra os disruptores endócrinos, a prematuridade ou a deficiência física.

Segundo o governo, a ideia é transmitir informações científicas válidas e ajudar pais que na maioria das vezes buscam respostas para suas questões na internet. Para isso, o Executivo deve criar um aplicativo. Para as crianças menores de três anos, a França vai se inspirar no modelo finlandês, que promove visitas a domicílio para detectar problemas familiares.

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