Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 19/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 19/10 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 19/10 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 19/10 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 19/10 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 19/10 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 18/10 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 18/10 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Brasilianistas denunciam situação do ensino no Brasil durante congresso em Paris

media O 2° Congresso da ABRE reúne em Paris mais de 300 acadêmicos europeus e brasileiros. Foto: RFI Brasil

A Conferência "Todos índios doravante…", da historiadora francesa Emmanuelle Loyer, abre oficialmente nesta quinta-feira (18), em Paris, o 2° Congresso da Associação dos Brasilianistas na Europa (ABRE). Durante quatro dias, estudantes, pesquisadores e professores de diversos países europeus e também vindos do Brasil discutirão na EHESS (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais), temas diversos relacionados ao país, além da situação do ensino superior brasileiro.

No total, 530 inscritos, sendo um terço de alunos, participam deste segundo Congresso, que é realizado a cada dois anos. O número é expressivo, comparado à primeira edição, também realizada em Paris, que reuniu 70 interessados.

“O primeiro objetivo é fazer com que os brasilianistas trabalhem entre si. Atualmente, cada um trabalha apenas com seus colegas brasileiros, com suas pesquisas, e interlocutores no Brasil. Ingleses, franceses, espanhóis, alemães, não trabalham juntos. Nossa ideia é aproximá-los e dividir seus  conhecimentos”, afirma Mônica Raísa Schpun, vice-presidente da ABRE e um das coordenadoras do evento. 

“O Congresso é importante porque consolida o trabalho, já realizado há alguns anos, de agregar essa comunidade de brasilianistas, tentando colocar em comum as pesquisas que estamos fazendo”, acrescenta Vinícius Mariano de Carvalho, do King’s College de Londres, e membro do comitê executivo da Associação.

“Esses brasilianistas trazem perspectivas diferentes de vários países europeus, do Brasil e também dos Estados Unidos, de temas ligados ao presente, mas também olhando para a História e pensando como fazer um país melhor no futuro”, destaca.

Para esta edição, o Congresso criou um Prêmio para contemplar a melhor tese sobre o Brasil realizada em universidades e instituições de ensino da Europa. O trabalho escolhido será anunciado nesta sexta-feira (20). Um júri externo formado por sete especialistas analisou as 19 teses escritas em cinco línguas diferentes e que foram selecionadas para o concurso.

“A escolha do vencedor foi uma tarefa muito difícil porque as teses são excelentes. Queremos continuar incentivando e valorizando os estudos sobre o Brasil na Europa”, diz Schpun.

"Desmonte das universidades públicas"

A situação política do Brasil, com ataques e críticas do governo ao ensino superior, além de cortes para as pesquisas e bolsistas, trouxe uma repercussão inesperada para o Congresso, segundo a coordenação do evento.  

“Todos os europeus que trabalham com o Brasil estão exprimindo sua preocupação profunda com o desmonte das universidades públicas e tentativas de censura e cerceamento do trabalho da pesquisa, do desrespeito aos direitos humanos, às minorias, a catástrofe que está acontecendo na Amazônia e com os povos indígenas. Todos aqui estamos preocupados e acolhendo os pesquisadores do Brasil para trocar ideias e pensar como este quadro pode ser revertido, porque isso atinge de frente a pesquisa sobre Ciências Humanos no Brasil”, afirma Schpun.

Cibele Rizek, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, veio do Brasil para participar do painel Desigualdade e democracia: desafios brasileiros. Segundo ela, além da troca e discussões sobre temas relevantes das pesquisas, o Congresso é a oportunidade de dar mais visibilidade às dificuldades enfrentadas atualmente pelas universidades públicas brasileiras.

“É importante que pesquisadores de diversas áreas das Ciências Sociais venham aqui para tornar pública a enorme penúria de recursos, os cortes de verbas, a situação política que beira a possibilidade de catástrofe nas pesquisas das universidades brasileiras”, denuncia.

“É importante para que a gente possa coletivamente pensar e reagir porque a pesquisa é importante no Brasil e também no âmbito internacional”, finaliza Cibele.

 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.