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França

Ministra e eurodeputada francesas se manifestam a favor de asilo a Snowden na França

media Edward Snowden, en videoconferência transmitida pela Escola de Direito de Buenos Aires, em 14 de novembro de 2016. REUTERS/Marcos Brindicci/File Photo

Edward Snowden, ex-consultor da agência de segurança americana NSA, recebeu, nos últimos dias, o apoio de duas representantes políticas importantes: a eurodeputada Nathalie Loiseau e a ministra da Justiça, Nicole Belloubet. Refugiado na Rússia há sete anos, após ter vazado documentos secretos da administração americana, Snowden afirmou recentemente que ficaria feliz de receber um convite do presidente francês, Emmanuel Macron, para poder viver na França. A mobilização em prol do ex-agente acontece na mesma semana do lançamento mundial de sua autobiografia, "Eterna Vigilância".

"Edward Snowden é alguém que fez um favor para a humanidade, alguém que nos mostrou, com provas, que havia um sistema de rastreamento de dados extraordinariamente vasto, com empresas que aceitavam repassar seus dados pelas costas dos usuários", defendeu Nathalie Loiseau, do partido governista A República em Marcha, em entrevista à France Info.

A eurodeputada criticou o fato de nenhum país europeu ter dado asilo ao ex-agente da NSA até hoje. "Estamos em desacordo completo em relação aos valores que defendemos", afirmou.

No último domingo (15), a ministra da Justiça, Nicole Belloubet, também defendeu a possibilidade de Snowden obter asilo político na França. Logo em seguida, o Eliseu, sede da presidência francesa, comunicou que o posicionamento da ministra é "pessoal", explicando que o procedimento é gerenciado pelo Escritório Francês de Proteção de Refugiados e Apátridas, um organismo independente.

Nesta terça-feira (17), uma fonte diplomática francesa afirmou que o presidente Emmanuel Macron não se pronunciará sobre a situação de Snowden. O americano chegou a fazer um apelo ao chefe de Estado em um vídeo na semana passada, sem obter resposta.

Em entrevista à France Inter, Snowden declarou que já havia feito um pedido de asilo à França, em 2013, mas foi recusado. "Claro, gostaria que o senhor Macron me fizesse um convite", afirmou, sem confirmar se teria formalizado uma nova requisição.

"Decisão política"

Em entrevista à RFI, Wolfgang Kaleck, advogado do ex-agente da NSA, negou que um novo pedido de asilo tenha sido feito à França ou a outro país europeu. "Não vamos pedir, a cada semestre, asilo à Espanha, França, Itália ou Alemanha. Averiguamos a situação e não fizemos um pedido formal. Mas perguntamos se ele poderia viajar para receber um prêmio na Noruega ou na Suécia. Perguntamos se ele poderia ir a Estrasburgo. Mas a reação foi unânime. Nenhum país quis se pronunciar sobre essa questão", reiterou.

Kaleck acredita que os governos europeus reagem desta forma porque "têm medo do poder dos Estados Unidos". "É uma falta de coragem impressionante", ressalta. Para ele, "está claro que é uma decisão política".

"Não há nenhum argumento jurídico contra o asilo ou um status seguro à Snowden na Europa. Podem dar um novo passaporte, cada governo pode convidá-lo, sem dar asilo. Nenhum governo europeu tem a obrigação de extraditá-lo aos Estados Unidos", sublinhou, em entrevista à RFI.

Lançamento de autobiografia

O livro de memórias de Snowden, "Permanent Record" (traduzido para "Eterna Vigilância", em português), é lançado nesta terça-feira em vários países, entre eles, Brasil, Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido. Na obra, o ex-agente conta como participou da criação do sistema mundial de espionagem e como ajudou a desvendá-lo.

Devido às revelações, Snowden se exilou na Rússia, em 2013. Seu visto de residência foi renovado até 2020. Recentemente, o ex-agente afirmou que gostaria de voltar aos Estados Unidos, mas quer "um julgamento justo" no país onde é acusado de espionagem, roubo de segredos de Estado e de colocar em risco a segurança nacional.

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