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França

Coletes amarelos deixaram o déficit público da França no vermelho, afirma Le Parisien

media Protesto dos coletes amarelos em Dunkerke, no norte da França, em 1° de maio de 2019. RFI/Bruno Faure

Com a manchete "A França no vermelho", a edição desta sexta-feira (13) do jornal Le Parisien explica que o déficit no orçamento público vai ultrapassar € 2,5 bilhões no próximo ano, devido aos gastos do Estado para acalmar a revolta dos coletes amarelos.

Segundo o diário Le Parisien, o governo francês procura desesperadamente € 2,5 bilhões corrigir os desequilíbrios nas contas públicas. A menos de quinze dias da apresentação do orçamento de 2020, o presidente Emmanuel Macron se vê obrigado a varrer suas promessas de campanha para debaixo do tapete, afirma a matéria.

O motivo da explosão do orçamento são os gastos extraordinários para acalmar a revolta dos coletes amarelos. Para "apagar esse incêndio social", o Estado anunciou medidas da ordem de € 17 milhões, dos quais € 10 milhões já se volatilizaram no primeiro semestre com o pagamento de horas extras e outros bônus prometidos por Macron.

"O governo não conseguiu encontrar uma forma de compensar as medidas adotadas para acalmar o descontentamento social. Resultado: em 2020, o déficit público vai explodir", afirma o diário.

Por isso, em 2020, o governo prevê apertar ainda mais o cinto. Apenas nos ministérios, o Estado planeja acabar com mais de 2.500 funções. Além disso, segundo Le Parisien, até 2022, mais de 7 mil empregos no funcionalismo público também devem desaparecer. Os sindicatos das funções públicas acompanham atentivamente as movimentações e já afirmam que as medidas são impraticáveis, antecipando uma provável queda de braço no ano que vem.

Governo corre o risco de ser "esmagado" na catraca do metrô

O projeto de reforma da Previdência e a greve no sistema de transporte público na região parisiense também estampam as capas dos jornais. "O governo corre o risco de ser esmagado", diz a manchete do jornal Libération, sobre uma imagem do primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, atravessando uma catraca do metrô.

A rede de transporte público em Paris foi praticamente paralisada nesta sexta-feira, com dez linhas de metrô fechadas e ônibus circulando em regime de serviço mínimo. O motivo da greve é que os trabalhadores do setor temem que suas aposentadorias sejam penalizadas com a futura reforma da Previdência. O governo quer adotar um novo sistema até meados de 2020.

Edouard Philippe também ilustra a capa do jornal Le Figaro. O diário afirma que o premiê enfrenta um campo minado com a forte oposição às mudanças nas regras de aposentadoria. Na quinta-feira (12), Philippe detalhou os planos do governo para representantes da sociedade civil. A reforma promete ser a mais complexa do governo Macron. "O maior desafio será, sem dúvida, enfrentar a revolta das ruas", considera Le Figaro, destacando que os sindicatos já organizam protestos e greves para as próximas semanas.

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