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França

Internet: golpes contra turistas são cada vez mais frequentes

media Férias frustradas por golpes na internet é destaque no jornal francês Le Figaro desta quinta-feira (5). Fotomontagem RFI

A plataforma Airbnb continua ganhando terreno sobre a hotelaria, de acordo com uma reportagem do suplemento econômico do jornal Le Figaro desta quinta-feira (5). Mas uma outra matéria no mesmo jornal fala sobre os golpes cada vez mais frequentes contra turistas incautos na internet.

Oito milhões e meio de franceses usaram o site para reservar um apartamento em vez de um quarto de hotel, sendo que 60% das transações foram feitas na França. Dois milhões de franceses utilizaram a plataforma pela primeira vez. A França registra no Airbnb 600 mil ofertas, ficando atrás apenas dos EUA.

O Le Figaro destaca um outro lado desse fenômeno, o dos turistas que ludibriados por anúncios inexistentes ou que não correspondem à realidade. Há o caso de duas amigas francesas que pensam ter alugado uma mansão espetacular, na Croácia, pelo site Booking. Duas semanas por mais de € 6 mil, ou seja, cerca de R$ 27 mil. Chegando lá, elas se depararam com um terreno vazio. O site só tomou uma providência depois de muita pressão pelas redes sociais.

Um outro grupo de franceses passou por uma horrível experiência no Chipre, com um proprietário que exigia somas à parte do combinado. Como não foi atendido, ele puniu os turistas, cortando a eletricidade. Uma das vítimas relatou ao Figaro a via crúcis de tentar uma resolução por parte do site Airbnb. Acionada, a plataforma invariavelmente terminava a conversa telefônica com a frase: “O seu caso está sendo tratado por uma outra pessoa, que vai entrar em contato com você o mais rápido possível”.

Em email à RFI, o Airbnb diz está oferecendo todo suporte e apoio às hóspedes que passaram por esse incidente no Chipre. "O anfitrião foi removido da plataforma, e estamos colaborando com as investigações da polícia local", diz a mensagem do site.

Identidade roubada

Outro caso que assusta é o de uma jornalista do Figaro, que se interessou por uma oferta de uma casa no ano passado. O proprietário pediu uma cópia da identidade da repórter e ela mandou. No final, a jornalista desistiu da casa, não pagou nada, mas qual não foi a surpresa quando um ano depois ela começou a receber pedidos para alugar sua “esplêndida mansão” na Córsega - que ela não possui - e assim descobriu que teve a identidade clonada em um outro site.

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