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França

Candidatura dissidente à prefeitura de Paris complica planos de Macron para conquistar a capital

media O deputado Cédric Villani anuncia nesta quarta-feira, 4 de setembro de 2019, sua candidatura dissidente à prefeitura de Paris. CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP

A imprensa francesa desta quarta-feira (4) destaca a candidatura dissidente à prefeitura de Paris de um deputado do partido A República em Marcha (LREM), de Emmanuel Macron. A decisão de Cédric Villani, matemático que está em seu primeiro mandato e é um dos políticos mais populares da atual legislatura, complica a campanha eleitoral da sigla presidencial e os planos de Macron para conquistar a capital francesa.

O deputado Cédric Villani perdeu as primárias do LREM que indicaram o nome que irá representar o partido nas eleições municipais de Paris, em março de 2020. O escolhido foi Benjamin Griveaux, um político experiente, próximo de Emmanuel Macron.

Desde o anúncio do resultado, em julho de 2019, Villani denuncia um “processo viciado”. Ele acabou decidindo lançar sua candidatura que vai "perturbar" os planos do A República em Marcha, escreve Les Echos. A declaração oficial do candidato será feita nesta quarta-feira e a luta fratricida que se inicia já divide a sigla.

As eleições municipais que acontecem em toda a França se anunciam complicadas para o partido presidencial, antecipa o jornal econômico, e Paris será mais do que nunca um termômetro nacional.

Maioria se fragmenta

“A maioria no poder se fragmenta em Paris” constata Le Figaro em sua manchete de capa. Essa é a primeira grande crise interna desde a formação do partido, em abril de 2016. Pela primeira vez, o LREM vê sua estratégia eleitoral contrariada por ambições pessoais, salienta o jornal conservador. A apenas seis meses das eleições, os partidários dos dois candidatos macronistas já se disputam nas redes sociais, cada um dos lados acusando o outro de ser responsável por essa dissidência, informa o diário.

No papel, a prefeitura de Paris, hoje comandada pela socialista Anne Hidalgo, é imperdível para o LREM. Macron obteve 35% dos votos na capital no primeiro turno das eleições presidenciais de 2017 e esse resultado foi confirmado na votação para o Parlamento Europeu, em maio. A divisão fragiliza essa vantagem.

O feitiço virou contra o feiticeiro

O feitiço virou contra o feiticeiro. Em ruptura com o LREM, o deputado matemático é apoiado por mais de cem personalidades representantes, como ele, da sociedade civil. “Sua candidatura e seu discurso têm o mesmo espírito da campanha de Emmanuel Macron de 2017”, lembra Libération.

O psicodrama parisiense revela as contradições e as ambiguidades do partido presidencial. Ao jornal progressista, Cédric Villani explica que “corre o risco de ser chamado de mal perdedor porque é fiel ao espirito do macronismo, isto é, fiel a vontade de superar as lógicas partidárias”. E nas pesquisas o matemático supera o candidato oficial Griveaux de 20 pontos, informa Libé. Um dos dois pode acabar tendo que apoiar o outro, prevê Libération.

Esta é a “briga pelo trono”, ironiza Le Parisien. Abordando também outras candidaturas, o diário diz que vários políticos brigam para conquistar o lugar de Hidalgo e a corrida nunca foi tão incerta. E atual prefeita socialista, que briga um novo mandato, saboreia essa divisão que pode beneficiá-la.

 

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