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Preocupação com ecologia marca volta às aulas na França

Preocupação com ecologia marca volta às aulas na França
 
Hortas serão estendidas da escola primária para colégios e liceus. Smedar RECRE

Encerradas as férias de verão, os franceses estão de volta às aulas. As autoridades tomaram algumas medidas para colocar o meio ambiente no centro da vida escolar.

O ministro da Educação, Jean-Michel Blanquer, decidiu ampliar uma experiência testada em algumas escolas da rede pública desde 2015. A partir deste ano letivo, todas as classes do ensino médio irão eleger um representante de turma para projetos sustentáveis, além do representante que já é eleito normalmente para o Conselho de Classe.

Em outubro, 250.000 "eco-representantes" serão escolhidos em todo o país. Eles vão discutir com colegas e professores a implementação de projetos de proteção da biodiversidade e de redução do impacto energético na vida escolar. A proposta do ministério é fazer dos 63.000 estabelecimentos de ensino médio da França espaços de ponta no desenvolvimento sustentável e despertar o interesse dos adolescentes por práticas ecorresponsáveis. Atualmente, apenas 4.500 escolas possuem um selo de qualidade nessa área, por aplicarem uma "abordagem global do desenvolvimento sustentável" (certificação E3D).

A ideia é desenvolver plantio de árvores, hortas, viveiros, triagem de resíduos, compostagem, reciclagem, fabricação de ninhos e comedouros para pássaros, projetos de redução de consumo de água e energia. Os alunos de uma escola de ensino profissionalizante ao norte de Paris desenvolveram, por exemplo, uma descarga de baixo consumo de água para os banheiros do estabelecimento. O que for recuperado nesse sistema cíclico será reaproveitado na própria escola ou por outros atores da comunidade.

O ministério estabeleceu como meta aumentar de 4.500 para 10.000 o número de escolas certificadas nos próximos dois anos.  

Mudança de mentalidade

Professores e alunos receberam o anúncio com algumas ressalvas. Alguns professores apontaram que os adolescentes não podem ser responsabilizados pelo estado atual do planeta. A sociedade de consumo foi criada pelas gerações anteriores e os dirigentes continuam a alimentá-la. Não é uma questão de dizer aos jovens que cabe a eles resolver o problema. Educar para um outro estilo de vida, sim, todos aprovam, mas isso requer uma mudança de modelo econômico que ultrapassa a responsabilidade individual de um adolescente em idade escolar.

Outros pediram mais recursos humanos e materiais para desenvolver os projetos. Estudantes relativizaram a capacidade de uma pequena horta, na escola, captar o gás carbônico da atmosfera e desempenhar um papel relevante na redução do aquecimento global. Mas pôr a mão na massa para produzir seus próprios legumes e frutas é uma boa lição para os jovens das grandes cidades.

Por outro lado, é consenso que a escola pode influenciar uma mudança nos hábitos de consumo, e as famílias francesas estão envolvidas nesse processo. Segundo pesquisas, 80% dos franceses dizem estar preocupados com a degradação do meio ambiente e as mudanças climáticas. É só entrar atualmente num supermercado na França para constatar a multiplicação dos espaços de produtos orgânicos, de venda a granel, que dispensa embalagem, a preocupação com os componentes dos produtos.

Os aplicativos de compra de roupas e acessórios de segunda mão fazem sucesso no país, inclusive para produtos de luxo. Os eletrodomésticos de segunda mão, que tinham desaparecido, conquistam novamente o público. Três quartos dos franceses consideram que consumir melhor é controlar o consumo.

De acordo com uma pesquisa recente do organismo de crédito Cetelem, 70% dos entrevistados afirmam resistir às compras por impulso – não para economizar, mas para consumir de maneira mais responsável.


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