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Equipamento "revolucionário" de radioterapia entusiasma oncologistas franceses

Equipamento
 
O MRIdian é uma nova arma na luta contra o câncer, diz a reportagem da revista semanal Aujourd'hui en France (Week-end). Fotomontagem RFI

Um novo equipamento de radioterapia utilizado no tratamento contra o câncer, o MRIdian, fabricado pela empresa americana ViewRay, está sendo considerado uma "inovação maior" por especialistas na França. Por enquanto, só existem dez unidades do aparelho em uso no mundo, três delas no território francês. Mas os resultados alcançados em 60 pacientes tratados no Instituto Paoli-Calmettes, em Marselha (sul), desde o mês de fevereiro, são considerados excepcionais pela comunidade científica francesa.

Uma reportagem da revista semanal do jornal Aujourd'hui en France revela os benefícios da máquina de última geração. O MRIdian permite combater com eficácia lesões no abdome, causadas por tumores no fígado, pâncreas e esôfago, muito delicadas por estarem próximas de órgãos hipersensíveis e sujeitas aos movimentos da respiração.

A oncologista Magali Rouffiac, do Hospital Georges François Leclerc, em Dijon (centro-leste), recebeu o aparelho em julho e já nota melhoras no combate de metástases nas glândulas suprarrenais e num paciente com câncer de próstata localizado. Uma das inovações do equipamento é que ele associa a ressonância magnética ao acelerador linear de raios X, proporcionando uma melhor definição dos tecidos sadios e do tumor. Assim, fica mais fácil identificar as células cancerígenas que devem ser destruídas.

Segundo a médica francesa, a imagem por ressonância permite controlar a posição do tumor durante toda a sessão de radioterapia. Ela também oferece ao radiologista a vantagem de suspender imediatamente a radiação caso haja uma mudança de posição do tumor pelo movimento de órgãos vizinhos. Graças a esta precisão, é possível reduzir de dois a três milímetros as margens de segurança habituais, o que permite aumentar as doses de radiação, ao mesmo tempo em que se reduz os efeitos colaterais da radioterapia. O MRIdian também é capaz de recalcular rapidamente o plano de tratamento a cada nova sessão, adaptando-se às modificações de tamanho e de localização das células cancerígenas.

Os especialistas franceses esclarecem que o equipamento americano não é indicado para o tratamento de todos os tipos de tumor maligno. É o caso de pacientes com múltiplas lesões difusas. A máquina revolucionária tem outro limite: ela consegue tratar apenas dez a 15 pacientes por dia, contra 30 a 50 pessoas para um aparelho clássico de radioterapia.

Além de Marselha e Dijon, o Instituto do Câncer de Montpellier (sul) começará a usar o MRIdian em seus pacientes em setembro. Ele custa a bagatela de € 8,2 milhões de euros, mas promete prolongar a vida de muitos doentes.


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