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França

G7: Macron anuncia pontos de convergência com Trump sobre Amazônia, Irã e comércio

media Almoço entre o presidente americano, Donald Trump, e o francês Emmanuel Macron em Biarritz, nesta sábado 24 de agosto de 2019. Ludovic Marin/REUTERS

Antes da abertura oficial do G7 neste sábado (24), Macron e Trump tiveram um almoço de trabalho improvisado e cordial. A conversa de duas horas trouxe “pontos de convergência” sobre os grandes temas que serão debatidos durante a cúpula das sete potências em Biarritz, na França, como o comércio, o Irã e as queimadas na Amazônia.

Em um comunicado, a presidência francesa disse que Macron criou condições, durante a conversa, para obter um bom nível de afinidades no grupo do G7. O presidente francês conseguiu alguns esclarecimentos de Donald Trump.

No final do almoço, o presidente americano tuítou que “várias boas coisas vão acontecer nos dois países. O final de semana com os outros líderes mundiais promete”.

Neste momento em que as divergências com os Estados Unidos ameaçam acabar com a unidade do G7 sobre o comércio e o clima, o presidente francês explicou a Trump as posições francesa e europeia para “reduzir o conflito com os Estados Unidos e baixar a tensão multilateral”.

Sobre o Irã, Donald Trump “confirmou que ele não quer a guerra e sim um acordo”, informou o Palácio do Eliseu. Macron propôs que “Teerã possa vender uma parte de seu petróleo, por um período limitado, em troca de voltar a cumprir o compromisso de não enriquecer urânio para fabricar a bomba atômica.”

Bolsonaro

Em relação à Amazônia, o presidente francês garantiu que não “quer fazer uma política anti-Bolsonaro, mas sim uma política útil.” O países do G7 podem anunciar neste domingo medidas para ajudar o Brasil a lutar contra os grandes incêndios que consomem a floresta.

O presidente francês também declarou que o desejo mútuo é que as tensões comerciais se acalmem. Na sexta-feira (23), Trump havia ameaçado elevar as barreiras alfandegárias contra os vinhos franceses, em represália a uma taxa francesa sobre gigantes digitais como Google e Facebook. Macron disse hoje que não é “apropriado iniciar uma guerra comercial por causa disso”. O presidente francês avalia que não há nenhuma “ligação entre os vinhos e a taxa sobre as grandes empresas americanas digitais, que do interesse coletivo da França, dos Estados Unidos e das grandes potências mundiais”.

O G7 começou oficialmente com um jantar. Macron recebeu os líderes dos Estados Unidos, Donald Trump, da Alemanha, Angela Merkel, do Reino Unido, Boris Johnson, da Itália, Giuseppe Conte, do Japão, Shinzo Abe, e do Canadá, Justin Trudeau. A cúpula de Biarritz acontece até a próxima segunda-feira (26).

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