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França

Mona Lisa vai mudar de galeria no Louvre e sairá temporariamente de exposição

media FILE PHOTO: Visitors take pictures of the painting "Mona Lisa" (La Joconde) by Leonardo Da Vinci at the Louvre museum in Paris, France, December 3, 2018. Picture taken December 3, 2018. REUTERS/Charles Platiau/File Photo

O quadro "Mona Lisa", um dos mais famosos do museu Louvre, em Paris, vai trocar de galeria durante alguns meses. A mudança acontece nesta terça-feira (16). O motivo é a reforma na sala onde está exposta a obra do pintor italiano Leonardo da Vinci.

O anúncio foi feito m junho pela direção do museu parisiense. O quadro será transferido para a Galeria Médicis, na ala Richelieu, no segundo andar, uma das mais amplas do museu. A Gioconda" ou "Mona Lisa" atualmente está exposta na Sala dos Estados, no primeiro andar.

O público poderá observar novamente a obra a partir desta quarta-feira (17), em uma vitrine de vidro com temperatura constante de cerca de 19°, similar ao local em que está exposto atualmente. Cerca de 20 mil turistas apreciam diretamente o sorriso da Mona Lisa. Segundo o Louvre,70% dos visitantes vêm ao museu para ver o quadro.

O Museu do Louvre iniciou em 2014 sua maior reforma desde os anos 1980. O objetivo é melhorar a gestão do fluxo de visitantes - mais de 10 milhões em 2018 - e adequar-se às novas normas de segurança. "É o início de uma imensa reforma no interior e exterior", disse o presidente do museu, Jean-Luc Martinez.

A reforma do espaço começou em janeiro e todas as telas foram retiradas, exceto "As Bodas de Caná", de Veronese, e a "Mona Lisa". O quadro retornará à sala ao final das obras, em outubro. Exibida desde 2005 atrás de uma vitrine blindada, a "Mona Lisa" é, ao lado da "Vênus de Milo" e da "Vitória de Samotrácia", uma das pinturas mais famosas do maior museu do mundo.

Mona Lisa voltou para a Itália em 1911

Especialistas afirmam que o quadro é frágil e os deslocamentos dentro do museu ocorrem com pouca frequência. A obra foi pintada a óleo sobre uma fina placa de madeira de álamo que, com o tempo, encurvou e provocou uma fissura.

Em 1964, o quadro voltou para à França, depois de ter sido roubado por Vincenzo Peruggia, um vidraceiro italiano que trabalhou no Louvre, em 1911. Ele a conservou durante dois anos em seu apartamento no 10° distrito antes de tentar vendê-la na Itália, mas acabou sendo denunciado e preso. A obra voltou para Paris em 1914, depois de ser exposta em Florença e Roma.

 

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