Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 14/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 14/11 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 14/11 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 14/11 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 14/11 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 14/11 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 13/11 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 13/11 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Antropóloga franco-iraniana é detida no Irã e cria nova tensão entre Paris e Teerã

media A antropóloga franco-iraniana Fariba Adelkhah participa de vários programas de televisão na França como especialista do islã xiita. www.youtube.com

Fariba Adelkhah, uma conceituada antropóloga franco-iraniana especialista no islã xiita, foi detida no Irã. Paris exige explicações de Teerã sobre a prisão, que acontece em momento delicado, com tensões diplomáticas crescentes entre a República Islâmica e os países ocidentais.  

Membro do Centro de Pesquisas Internacionais (Ceri, na sigla em francês), que faz parte do Instituto de Ciências Políticas (Sciences-Po), Fariba Adelkhah tem 60 anos e é autora de vários livros de referência sobre os xiitas. Ela também publicou diversos artigos em revistas acadêmicas e um de seus temas de estudo é a o funcionamento das lideranças xiitas no Irã, Afeganistão e Iraque, países que ela visita frequentemente para suas pesquisas.

Ela deveria voltar de sua última viagem ao Irã no dia 25 de junho, mas antes de deixar o país foi detida em Evin, ao norte de Teerã. O ministério francês das Relações Exteriores confirmou a prisão, mas não informou a data exata nem o motivo da detenção. Segundo familiares, que a visitaram, ela não teria sido maltratada.

“O que aconteceu me preocupa muito”, declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, que está na Sérvia nessa segunda-feira (15) para uma visita oficial. “Já expressei meu desacordo e pedi esclarecimentos ao presidente (iraniano Hassan) Rohani”, insistiu o chefe de Estado, afirmando que até agora “nenhuma explicação foi dada”.

As autoridades francesas ainda não conseguiram entrar em contato diretamente com a pesquisadora, apesar de terem efetuado pedidos oficiais. Paris não recebeu “nenhuma resposta” até agora, confirmou o ministério francês das Relações Exteriores.

Do lado de Teerã, Ali Rabiï, um porta-voz do governo, se contentou em responder, por meio de um site oficial, que não dispõe de informações sobre a prisão. “Não sei quem a prendeu e nem por qual razão”, declarou.  

Sem papas na língua

Farida Adelkhah vive na França desde 1977, onde se formou. De acordo com Jean-François Bayart, professor no Instituto de Altos Estudos Internacionais e do Desenvolvimento de Genebra (IHEID) e colega da pesquisadora, a antropóloga não deixou seu país por razões políticas e toda sua família ainda vive no Irã. Segundo ele, Farida é “uma pesquisadora livre, independente, extremamente talentosa e não tem papas na língua”. Para Bayart, “ela sempre se recusou a condenar o regime da República, o que fez com que fosse pouco compreendida pela diáspora iraniana. Por essa razão, foi criticada por ambos os lados”.

As relações entre o Irã e os países ocidentais se degradaram desde que os Estados Unidos lançaram sanções contra Teerã, acusando a República Islâmica de não ter respeitado os termos do acordo nuclear firmado com a comunidade internacional em 2015.

Teerã já prendeu francesa suspeita de espionagem

Essa não é a primeira vez que um pesquisador francês é detido no Irã. Em 2009, a estudante de ciências políticas Clotilde Reiss ficou presa durante dez meses, acusada de ter divulgado informações sobre manifestações nas ruas iranianas. Segundo seus advogados, seu único delito teria sido enviar, por email, fotografias dos protestos, proibidos no país.

Ela foi julgada e libertada após pagar uma fiança de quase US$ 300 mil. Após desembarcar em Paris, o serviço secreto francês confessou que a jovem teria contribuído com o governo, mas que não se tratava de uma espiã.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.