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França

França manda recado a Trump para diminuir pressão e evitar o pior no Irã

media O presidente iraniano, Hassan Rohani (à direita), recebeu o diplomata francês Emmanuel Bonne (à esquerda), que foi a Teerã tentar salvar o Acordo Nuclear de 2015. STRINGER / IRANIAN PRESIDENCY / AFP

A França tenta obter uma "pausa" na escalada de tensão entre o Irã e os Estados Unidos. O Palácio do Eliseu divulgou uma nota explicativa nesta quinta-feira (11) a respeito dos esforços empreendidos pelo assessor diplomático do presidente Emmanuel Macron. O diplomata Emmanuel Bonne acaba de retornar de uma visita de dois dias a Teerã, onde se reuniu, na terça-feira (9), com o presidente iraniano, Hassan Rohani.

"A França quer explorar formas de diálogo sobre todos os assuntos, incluindo o futuro do acordo nuclear iraniano (JCPoA) depois de 2025", declarou a presidência francesa. A falta de compromissos consistentes dos iranianos sobre seu programa nuclear depois de 2025 foi uma das razões alegadas pelo presidente americano, Donald Trump, para abandonar o pacto nuclear.

Após o anúncio de Teerã de retomada do enriquecimento de urânio em limite superior ao estabelecido pelo tratado, no início da semana, Paris diz lamentar a decisão do Irã de desrespeitar suas obrigações, mas lembra que as divergências devem ser resolvidas por uma comissão conjunta prevista no tratado, caso contrário, o caso voltará à pauta do Conselho de Segurança da ONU. O Eliseu assinala que o que vem ocorrendo "é uma escalada perigosa, que deve cessar".

Paris diz estar atuando com o objetivo de identificar os "gestos intermediários" que cada uma das partes no conflito está disposta a fazer, para que o Irã volte atrás em sua decisão de enriquecer urânio e se comprometa a continuar na via do diálogo. A França considera que a publicidade concedida à visita do diplomata francês a Teerã demonstra que os iranianos estão interessados na mediação francesa. "Eles não disseram sim nem não, mas responderam que apreciavam nossa iniciativa e queriam continuar o diálogo", diz o comunicado do Eliseu.

Paris contesta a decisão do Irã de ter adotado uma postura que, em virtude de menor apoio econômico dos parceiros assinantes do tratado, Teerã decidiu diminuir seus esforços no programa nuclear. "É uma resistência máxima à pressão máxima exercida por Donald Trump", lamenta o Palácio do Eliseu. "Dissemos aos iranianos que se eles seguirem nessa via, o pior pode vir a acontecer e é preciso evitar que a corda se rompa, num momento em que os incidentes se multiplicam", prossegue a nota.

A presidência francesa deplora que Donald Trump tenha ameaçado Teerã com novas sanções no momento em que o diplomata francês se encontrava com o presidente Rohani.

O comunicado do Eliseu termina informando que Emmanuel Macron vai continuar trabalhando por um entendimento. "Mas os iranianos têm 40 anos de experiência de enfrentamento em tensão máxima, e o potencial de agravamento da crise é tamanho que alguém deve buscar a via do diálogo."

Paris destaca, por fim, que a desobediência do Irã ao acordo nuclear é limitada e reversível, o que demonstra que os iranianos estão dispostos a retomar o cumprimento de suas obrigações. Porém, à condição que tenham estímulo para rever suas falhas.

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