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França

Relatório sobre radicalização islâmica no funcionalismo público da França divide a imprensa

media O relatório sobre a radicalização de funcionários públicos é destaque na primeira página do Le Figaro desta quarta-feira, 26 de junho de 2019. DR

A resenha da imprensa francesa desta quarta-feira (26) analisa um relatório parlamentar sobre a presença de pessoas radicalizadas para o islamismo no funcionalismo público francês. Mesmo documento, duas análises, duas visões.

Alarmista, o conservador Le Figaro diz que esse é um “relatório chocante” sobre o islamismo nos serviços públicos. Os relatores da missão de informação da Assembleia Nacional da França “fazem uma constatação preocupante sobre a infiltração do islã radical em associações esportivas, na polícia, nos transportes públicos, nas prisões, nas universidades…”

Os parlamentares mergulharam durante sete meses em um “sistema opaco” e, após 53 audições, mostram que o funcionalismo público não escapa da progressão do islamismo radical, que atinge toda a sociedade francesa. “Em todos os setores os sinais alarmantes se multiplicam e as respostas da administração para evitar o fenômeno não estão à altura do perigo”, afirma Le Figaro.

O jornal dá um exemplo concreto: 80 funcionários dos aeroportos de Paris, que no entanto são conhecidos dos serviços de polícia por sua radicalização, “têm acesso a áreas restritas e sensíveis de Roissy-Charles de Gaulle e Orly”. O relatório ressalta as falhas na prevenção precoce do fenômeno e preconiza controles mais rigorosos na contratação, principalmente, de pessoas que vão trabalhar em contato com os jovens, diz o jornal conservador.

Fenômeno marginal

Já para o jornal Le Monde o relatório sobre a radicalização nos serviços públicos franceses é comedido. O jornal progressista garante que no documento de cerca de cem páginas, os dois deputados ­- Eric Diar, do conservador partido os Republicanos e Eric Poulliat, do centrista a Republica em Marcha -, descrevem um fenômeno marginal na maioria dos serviços públicos, mas notam alguma opacidade, principalmente na área esportiva e do ensino superior. Nesses setores, eles observaram alguns "desvios" e "tentativas de infiltração" mal avaliadas pelas instituições, sem, no entanto, significar uma radicalização, indicam os relatores.

Os dados indicam um fenômeno limitado e controlado nas forças armadas (0,05% dos casos), assim como na polícia (cerca de 30 pessoas vigiadas em um contingente de quase 300 mil agentes). Mesma constatação no serviço de proteção judiciária de jovens, nos bombeiros, no ministério das Relações Exteriores e entre os agentes penitenciários. O documento elogia a cultura da vigilância que se desenvolve, principalmente na educação nacional e recomenda medidas que já existem ou que estão sendo adotadas, garante Le Monde.

Vigilância

Onde está a verdade? Le Parisien também publica um artigo sobre o relatório que o jornal diz “revelar em exclusividade” aos leitores. O texto antecipa que documento, que será divulgado oficialmente nesta quarta-feira na Assembleia Nacional francesa, vai criar polêmica. “Após a onda de atentados que viveu a França, o tema continua sendo super sensível no país”, lembra Le Parisien.

A grande dificuldade é como definir uma noção tão melindrosa? A radicalização, adverte o relatório, não deve ser confundida com a prática rigorosa de uma religião ou com o fundamentalismo. "O momento não é de alarme, mas de vigilância", conclui Le Parisien, citando um dos autores do documento sobre a radicalização no serviço público francês.

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