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França

Proposta de fusão com Fiat-Chrysler interessa Renault

media Fusão entre Renault e Fiat-Chrysler pode criar o terceiro maior grupo automobilístico do mundo. Kazuhiro NOGI / AFP

A diretoria da montadora francesa de automóveis Renault confirmou nesta terça-feira (4) seu "interesse" em uma fusão com o grupo ítalo-americano Fiat-Chrysler. Uma nova reunião será realizada na quarta-feira durante o conselho de administração para continuar com a análise da proposta, anunciou a empresa em um comunicado.

“O conselho de administração decidiu continuar estudando com interesse a oportunidade desse tipo de aproximação e prolongar as discussões sobre o tema. Haverá uma nova reunião no dia 5 de junho", informou a Renault.

A Fiat-Chrysler (FCA) apresentou no dia 27 de maio um projeto de fusão com a montadora francesa. Se for concretizado, o acordo criará o terceiro maior grupo automobilístico do mundo, com vendas anuais estimadas em 8,7 milhões de veículos.

Segundo a proposta da FCA para a Renault, o novo grupo seria dividido igualmente entre os acionistas das duas empresas (50%, 50%), com ações cotadas nas bolsas de Nova York e Milão.

O projeto de fusão é “uma verdadeira oportunidade para a Renault e para a indústria automobilística francesa”, declarou o ministro francês da Economia, Bruno Le Maire. No entanto, o representante do governo pediu garantias concretas de que haverá um equilíbrio de poder entre franceses e italianos e que a união não será sinônimo de cortes de pessoal.

O grupo ítalo-americano garante que nenhuma fábrica será fechada. O atual presidente da FCA, John Elkann, neto de Gianni Agnelli, é apontado para presidir a nova entidade, enquanto Jean-Dominique Senard, que atualmente pilota a Renault, seria o diretor executivo da nova empresa.

Auditoria sobre Carlos Ghosn

A reunião dessa terça-feira também foi marcada por discussões sobre as conclusões de uma auditoria interna sobre o ex-presidente da Renault, Carlos Ghosn. O executivo franco-líbano-brasileiro, detido no Japão, estaria por trás de € 11 milhões de “gastos suspeitos”.

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