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França

Autor confesso do atentado de Lyon é indiciado

media Polícia faz operação em Oullins, no sul de Lyon, onde morava o autor do atentado de 24 de maio (Foto da segunda-feira, 27 de maio de 2019). REUTERS/Emmanuel Foudrot

Uma semana depois do atentado a bomba em Lyon, cidade do sudeste da França, Mohamed Hichem Medjoub, que confessou ter sido o autor do ato terrorista, foi indiciado nesta sexta-feira (31).

O jovem argelino de 24 anos está sendo acusado de "tentativa de assassinatos terroristas", "associação com organização terrorista" e "fabricação de explosivos para ação terrorista". Ele encontra-se em prisão provisória. Apesar de ter confessado o crime, as motivações que o levaram a agir ainda não estão claras.

O suspeito foi perseguido até ser preso em Lyon, na última segunda-feira (27). Durante os quatro dias da sua detenção, ele primeiro negou os fatos até confessá-los, na quarta-feira (29). Ele disse aos interrogadores ter fidelidade ao grupo Estado Islâmico e admitiu ter colocado o explosivo previamente fabricado em frente a uma padaria do centro de Lyon, na rua Victor-Hugo.

As informações foram fornecidas pelo procurador da República Rémy Heitz em um comunicado divulgado nesta sexta-feira. De acordo com uma fonte do judiciário, Mohamed Medjoub teria admitido também ter detonado o explosivo.

O procurador apontou ainda que a análise do computador que ele usou até o fim de 2018 revelou buscas na internet por teses jihadistas e pelas atividades do Estado Islâmico. Por hora, o atentado não foi reivindicado por nenhum grupo.

O atentado

Na última sexta-feira, as câmeras de vigilância captaram imagens de um jovem de bicicleta com capacete e óculos de sol deixando um saco de papel com uma bomba artesanal em frente a uma padaria em uma rua de pedestres, em Lyon. A explosão deixou 14 feridos.

A investigação, conduzida pela sub-direção anti-terrorista (Sdat) e a direção geral de segurança interior (DGSI) avançou rapidamente nos últimos dias, graças aos dados das câmeras de vigilância, que permitiram que eles reconstituissem o itinerário do "jovem que andava de bicicleta".

O trabalho feito com dados telefônicos e de compras online também ajudou a levar os investigadores até o jovem argelino, que até aquele momento era um desconhecido dos serviços de polícia e não tinha antecedentes. Traços do seu DNA foram encontrados no explosivo.

Os investigadores acreditam que ele trabalhava no planejamento do atentado há pelo menos algumas semanas, como sugere uma compra de um lote de 20 pilhas pela internet, no dia 7 de maio. Outras descobertas na casa do terrorista corroboraram essa teoria. Na cozinha, os investigadores encontraram ingredientes utilizados na fabricação do TATP, componente explosivo usado nos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015, em Paris.

O jovem não tinha trabalho e estava em situação irregular na França. Ele chegou em agosto de 2017 com um visto de turista, válido por 90 dias. Seu irmão e seus pais, que também foram presos na última segunda-feira, já foram liberados. As investigações vão continuar principalmente para saber se o terrrorista tinha um alvo preciso.

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