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França

Artistas europeus protestam contra festival de carne de cachorro e gato na China

media Um stand de carne de cachorro na abertura do Festival de Yulin, em 2016. REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File photo

Um abaixo-assinado com 160 mil signatários será entregue na embaixada chinesa em Paris na quarta-feira (29) para denunciar o Festival de Yulin, na região de Guangxi (sul da China), dedicado ao consumo de carne de cachorro e gato, que será realizado de 21 a 30 de junho.

A petição, assinada pela cantora britânica Petula Clark e pelos cantores franceses Michel Sardou e Nicoletta, entre outros, foi lançada pela associação Stéphane Lamart "Pela defesa dos direitos dos animais", que "vem lutando há muitos anos para pedir ao presidente chinês, Xi Jinping, que não autorize essas práticas bárbaras ".

"Para que a carne fique mais macia, os métodos de execução são muitas vezes extremamente cruéis, os animais são escaldados, estripados, envenenados, dilacerados vivos ou mortos com paus", diz, indignado, Stéphane Lamart.

"Eu não estou surpreso, há milênios que os chineses comem cães e gatos, mas que eles façam disso um festival, é chocante”, disse, indignado, Michel Sardou. Ele diz que está comprometido com a causa animal "graças a Brigitte Bardot".

"É bom reclamar com um embaixador que vai encaminhar a queixa, mas isso deveria acontecer em escala global para que o abuso de animais cesse", disse o cantor, que também ficou satisfeito com a boa pontuação do Partido Animalista da França nas eleições europeias em França (2,2% dos votos, o dobro das eleições de 2017).

Uma manifestação de ativistas, alguns deles acompanhados por seu cão, acontecerá das 11h às 13h (hora local) nesta quarta-feira em Paris, durante a apresentação da petição à embaixada chinesa. Bonecos gigantes de cães e gatos, com dois metros de altura, chamarão a atenção dos transeuntes sobre o destino reservado a esses animais de estimação.

Milhares de animais mortos durante o festival

Segundo Stéphane Lamart, "10.000 cães e 4.000 gatos foram mortos em 2018" durante o festival. A US Humane Society também destaca os "milhares" de cães mortos para o festival.

O consumo de cães é ultraminoritário na China, mas, de acordo com o grupo de proteção animal da Humane Society International (HSI), cerca de um terço dos 30 milhões de cães consumidos anualmente no mundo estão na China.

Em um país onde ter um cachorro era descrito como "burguês" e, portanto, proibido na era maoísta (1949-76),cada vez mais habitantes urbanos têm agora um animal doméstico e veem com maus olhos o Festival de Yulin, regularmente criticado.

Em outros lugares da Ásia, o consumo de carne de cachorro também parece estar diminuindo. É cada vez mais contestado na Coreia do Sul e foi banido em Taiwan.

(Com informações da AFP)

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