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França

Ao ser recebido por Macron, marechal rebelde descarta cessar-fogo na Líbia

media Combatentes do Exército Nacional Líbio, do marechal rebelde Khalifa Haftar, que avançam em diração a Trípoli. REUTERS/Esam Omran Al-Fetori

O presidente francês Emmanuel Macron, que busca uma saída negociada para o conflito líbio, recebeu nesta quarta-feira (22) no Palácio do Eliseu o marechal Khalifa Haftar. O comandante rebelde, que lançou no início de abril uma ofensiva contra a capital Trípoli, disse que “as condições não estão reunidas” para um cessar-fogo no país.

Desde terça-feira (21), os combates se intensificaram na periferia de Trípoli e o presidente Macron pediu ao marechal Haftar que o “fim das hostilidades aconteça o mais rápido possível”. No entanto, a presidência francesa reconheceu que “a desconfiança entre os rivais líbios é mais forte do que nunca”. O impasse entre o desejo da comunidade internacional por um cessar-fogo e o ponto de vista do marechal rebelde ficou evidente.

O homem forte do leste da Líbia não deu declarações após o encontro com Macron, em Paris. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, também participou das discussões. Segundo a presidência, Haftar explicou e justificou a ofensiva militar que ele lançou para controlar a capital comandada pelo Governo de União Nacional (GNA), reconhecido pela comunidade internacional. O objetivo do marechal seria “lutar contra milícias privadas e os grupos radicais” que começam a ter muito influência e espaço em Trípoli.

Resistência

O autoproclamado Exército Nacional Líbio do marechal encontra uma forte resistência das forças do governo, que impedem seu avanço. Os combates, iniciados em 4 de abril, deixaram até agora mais de 510 mortos e quase 2.500 feridos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde.

Apesar de descartar por enquanto o cessar-fogo, Khalifa Haftar pareceu ter sido convencido pelo presidente francês que “a retomada do processo político era indispensável”, sem, no entanto, indicar se iria agir nesse sentido.

Diplomacia francesa ativa

O Palácio do Eliseu multiplica as iniciativas para favorecer uma solução ao conflito líbio, mesmo sabendo que a situação é delicada e difícil de ser superada. Antes do marechal rebelde, Macron recebeu o chefe do GNA, Fayez al-Sarraj, que acusou a França de apoiar Haftar. Uma acusação considerada “inaceitável” por Paris.

Para o especialista Emmanuel Dupuy, do Instituto de Prospectiva e Segurança na Europa, o presidente francês faz prova de realismo ao receber os líderes líbios. “Mas a visita de Haftar acontece um pouco tarde demais para relançar um processo diplomático que não interessa a nenhum dos atores líbios”, avalia Dupuy. Além disso, Ankara, Doha e Moscou têm muito mais influência nas partes envolvidas no conflito do que a França, acredita o especialista.

Desde a queda de Mouammar Kadhafi, em 2011, a Líbia está dividida entre o Governo de União Nacional, em Tripoli, e o grupo liderado por Khalifa Haftar, que domina o leste do país. Nessa terça-feira, o emissário da ONU para o país, Ghassan Salamé, alertou o Conselho de Segurança para o “início de uma guerra longa e sangrenta que poderá levar a uma divisão permanente do território.” Há denúncias de que armas estrangeiras estão sendo entregues a milícias líbias, desrespeitando o embargo da ONU.

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