Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 18/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 18/06 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 18/06 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/06 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 18/06 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 18/06 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/06 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/06 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.

Nazaré Pereira, pioneira do forró na França, revela um “outro Brasil”

Nazaré Pereira, pioneira do forró na França, revela um “outro Brasil”
 
A cantora Nazaré Pereira RFI

A cantora brasileira Nazaré Pereira, disco de ouro na França nos anos 80 com a música "Amarelinha", ou "La Marelle", é considerada a pioneira do forró na França. Ela é uma das convidadas de honra do festival “Primavera do Forró de Toulouse”, que começa nesta terça-feira (21) e há cinco anos promove a cultura do nordeste brasileiro na cidade do sudoeste da França.

A veterana Nazaré Pereira mora na França desde o final dos anos 70. Atriz, formada pelo conservatório de arte, ela atravessou o Atlântico para fazer uma pós-graduação na Sorbonne e adora dizer que começou a cantar por acaso. “A música foi para pagar o sanduíche. Comecei a cantar nas praças, nos bares. Catava bossa nova, samba como todo mundo. O sucesso veio depois que cantei o forró “Cheiro da Carolina” (de Zé Gonzaga e Amorim Roxo) em um casamento. Todos os convidados dançaram e no dia seguinte tinha fila no “Jazz do Brasil”, o bar onde eu cantava em Paris”, lembra.

A cantora não se considera a pioneira do forró na França e ressalta que, antes dela, outros artistas, como Teca Calazans, revelaram o ritmo para o público francês. Mas concorda que ajudou a divulgar e a popularizar a música nordestina no país. “Ao falar do meu trabalho, os jornalistas diziam que eu mostrava ‘um outro Brasil’”.

“Cheiro da Carolina” foi o primeiro disco de Nazaré Pereira gravado na França. Depois vieram outras músicas e outros sucessos, como Amarelinha (1980). A cantora já tem 19 discos gravados na França e se prepara para lançar um CD no Brasil: “Faz uns cinco/seis anos que as portas se abriram para mim no Brasil. Inclusive em Belém, que é a cidade da minha família. Gravei um disco que será lançado em setembro. Aqui na França, ainda participo de festivais e faço shows, mas minha carreira deu uma pausa. Nem todo mundo é Roberto Carlos na vida”, brinca.

Primavera do Forró

No festival Primavera do Forró de Toulouse, Nazaré Pereira se apresenta no próximo sábado (25), ao lado de Lucas Notario e Corentin da sanfona. O evento, que já está na 5ª edição, divulgando a música e cultura nordestina na França, homenageia de 21 a 26 de maio a viola de dez cordas e também conta com a participação especial dos brasileiros Levi Ramiro e João Arruda. Esta edição 2019 integra a programação da 6ª Semana da América Latina e do Caribe, que acontece todos os anos em todo o país.

Nazaré Pereira lembra que existem outros festivais na Europa que programam a música nordestina e não se impressiona com o fato de que exista na França um evento dedicado ao forró: “o forró a gente considera do Nordeste, mas é uma música brasileira em geral. É uma coisa permanente. O Luiz Gonzaga marcou o Brasil inteiro. Que o ritmo entre na Europa com essa força toda é genial. Não digo que vai durar, pois já tivemos várias fases do samba, da lambada…”

Amazônia

A cantora brasileira, radicada na França, nasceu na Amazônia, em Xapuri no Acre, terra do Chico Mendes, e cresceu em Belém. Além da carreira de cantora, ela é embaixadora da Amazônia para a fundação Villas Boas. A cada show, ela sempre faz a promoção da região e da importância de sua preservação.

Por sua militância em defesa da Amazônia, Nazaré Pereira recebeu a medalha de “arts et lettres” do governo francês. “Tenho muito orgulho de dizer que luto pela Amazônia porque sou amazônida”, brinca. “Uma luta que tem que continuar e agora, com muito mais força”, conclui.


Sobre o mesmo assunto

  • RFI CONVIDA

    Grupo franco-brasileiro Bel Air de Forró é finalista em concurso internacional

    Saiba mais

  • Brasil-Mundo

    Atriz carioca conquista dinamarqueses com a banda "Forró de Bicicleta"

    Saiba mais

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. ...
  5. seguinte >
  6. último >
Programas
 
O tempo de conexão expirou.