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França

Contra vontade de pais, hospital francês suspende tratamento de paciente em estado vegetativo há mais de dez anos

media Uma foto tirada em 28 de setembro de 2014 pelos pais de Vincent Lambert (R) e liberada por seu advogado Jean Paillot. Courtesy of the Lambert Family / AFP

O caso do enfermeiro Vincent Lambert, de 42 anos, gera polêmica e divide a França há anos. Em estado vegetativo e irreversível há mais de uma década e após uma violenta batalha nos tribunais franceses, seus cuidados médicos começaram a ser interrompidos nesta segunda-feira (20), apesar da oposição dos pais.

O hospital público universitário de Reims, no leste da França, iniciou nesta segunda-feira a interrupção do tratamento de Vincent Lambert, um enfermeiro francês internado há mais de dez anos. Em 29 de setembro de 2008, aos 32 anos, ele sofreu um acidente de trânsito, ficou tetraplégico e foi colocado em coma artificial.

O caso divide a família Lambert, que lançou uma batalha nos tribunais franceses e foros internacionais. A esposa, Rachel, apoiada por cinco irmãos e um sobrinho do enfermeiro, milita pelo fim do tratamento e classificam o caso Lambert como "crueldade terapêutica".

Já os pais - católicos fervorosos - lutam para que o filho seja mantido artificialmente em vida. Segundo o casal, o fim do tratamento é uma "eutanásia disfarçada". A eutanásia ativa - quando a vida paciente é finalizada através de uma substância letal administrada por um médico - é proibida por lei na França. A passiva, que acontece atraves da interrupção dos tratamentos ao paciente, foi legalizada em 2002.

Danos cerebrais irreversíveis

Os médicos verificaram que os danos cerebrais em Lambert são irreversíveis. Embora ele respire sem a ajuda de aparelhos, o ex-enfermeiro é mantido vivo com hidratação por sonda gástrica. Suspendendo os cuidados, o enfermeiro deve morrer dentro de alguns dias.

O caso provocou a retomada do debate sobre o fim da vida na França. O Conselho de Estado francês, que zela pela aplicação das leis, autorizou a interrupção do tratamento. A Corte Europeia dos Direitos Humanos também rejeitou nesta segunda-feira o pedido dos pais de Lambert para tentar cancelar a decisão sobre o fim dos cuidados médicos.

No início de maio, o casal acionou o Comitê da ONU para os Direitos dos Deficientes, um órgão consultivo, sem poder de decisão, que aceitou analisar o caso e pediu que nenhuma medida irreparável fosse tomada antes do parecer de 18 especialistas dessa comissão. No último sábado (18), os pais de Lambert enviaram uma carta ao presidente francês, Emmanuel Macron, e pediram sua intervenção. A batalha judicial já dura seis anos, mas agora pode estar com os dias contados.

"Nesse período doloroso, espero, por Vincent Lambert, que cada um saberá abrir um parênteses e se unir, em nome dele, para que seus últimos momentos acontençam em paz e na intimidade", afirmou Vincent Sanchez, chefe do serviço de tratamentos paliativos do hospital público universitário de Reims. O especialista confirmou a interrupção dos cuidados na manhã desta segunda-feira, sob "sedação profunda e contínua".

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