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França

Anestesista é indiciado por suspeita de envenenar 24 pacientes no leste da França

media O anestesista Frédéric Péchier é suspeito de provocar o envenenamento de pacientes para demonstrar seu talento para reanimação. SEBASTIEN BOZON / AFP

O anestesista francês Frédéric Péchier, 47 anos, foi indiciado nesta quinta-feira (16) pelo envenenamento de mais 17 pacientes vulneráveis. O médico, que atuava em Besançon (leste), já é processado em outros sete casos semelhantes. A Justiça suspeita que ele tenha provocado um total de 24 envenenamentos, que resultaram em nove mortes.

O anestesista foi apresentado hoje a dois juízes de instrução, depois de passar 48 horas sob custódia da polícia. Seu advogado, Jean-Yves Le Borgne, informou que ele seria apresentado ainda na noite desta quinta a um juiz de liberdade e detenção, que pode decidir enviá-lo à prisão, atendendo a uma solicitação do Ministério Público. Se for considerado culpado dos crimes que lhe são atribuídos, o Dr. Péchier pode ser condenado à prisão perpétua.

O advogado do médico afirma que, por enquanto, os envenenamentos atribuídos a seu cliente são apenas "uma hipótese". De acordo com Le Borgne, os elementos colhidos na investigação policial que vem ocorrendo há dois anos "não provam nada". "A investigação apontou uma eventualidade e, nesse contexto, a presunção de inocência deve ser levada em conta", enfatizou o advogado.

O Dr. Péchier foi detido na terça-feira (14) como parte de uma investigação preliminar, aberta discretamente pelo Ministério Público de Besançon em 2017. Na época, o médico foi acusado de sete supostos envenenamentos de pacientes hospitalizados, incluindo dois casos mortais. As investigações continuaram e apontaram outros casos suspeitos.

Médico alterava fórmula dos anestésicos para depois "salvar" os pacientes

O procurador de Besançon, Étienne Manteaux, explicou que os 17 novos indiciamentos dizem respeito a pacientes que sofreram paradas cardíacas durante cirurgias. Os doentes tinham idades que variavam de 4 anos a 80 anos. Sete deles não sobreviveram, explicou Manteaux durante uma coletiva de imprensa.

De acordo com o procurador, o Dr. Péchier "apareceu como o denominador comum" de "eventos adversos graves" observados pelo corpo médico da Clínica São Vicente, de Besançon, entre 2008 e 2016. Colegas do anestesista relataram que esses incidentes ocorreram "num contexto de conflito agudo" com outros colegas da mesma especialidade ou cirurgiões da clínica. Ao final da investigação, o Ministério Público decidiu reter 17 dos 66 casos que foram levantados como suspeitos durante esse período.

As paradas cardíacas foram causadas pela administração de doses potencialmente letais de potássio e anestésicos, segundo o inquérito. Os investigadores suspeitam que o Dr. Péchier tenha adotado um comportamento de "bombeiro piromaníaco". A suspeita é de que ele manipulava conscientemente os coquetéis de anestesia preparados pelos colegas, a fim de provocar "incidentes operacionais" para depois exercitar suas habilidades de reanimador.

"No início de sua custódia, Frédéric Péchier denunciou uma conspiração", disse o procurador. Depois, ele admitiu que "atos criminosos, envenenamentos, foram cometidos na Clínica São Vicente", embora tenha negando ser o autor.

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