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França

Cacique Raoni se encontra com Macron: “Precisamos dele para salvar nossas terras”

media O presidente francês, Emmanuel Macron, com o cacique Raoni e a índia Kayula. Elcio Ramalho/RFI

O chefe indígena brasileiro Raoni se encontrou na tarde desta quinta-feira (16) com o presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris. A visita ocorreu de forma discreta, sem a presença de jornalistas. De acordo com o documentarista Jean-Pierre Dutilleux, que acompanhou a conversa, Macron se comprometeu a falar sobre a situação dos índios com o presidente Jair Bolsonaro.

Raoni deixou uma “lembrança” ao presidente francês: um cocar feito de penas azuis que ele mesmo confeccionou. “Fomos muito bem recebidos, fiquei até surpresa que um presidente receba povos indígenas. Ele é muito atencioso, fiquei emocionada”, disse à RFI a índia Kayula, da etnia Camayurás do Alto Xingu, que esteve presente durante o encontro. O governo francês anunciou que pretende sediar uma cúpula internacional de populações indígenas do mundo todo, provavelmente em 2020.

Macron se comprometeu a falar sobre sua conversa com o cacique Raoni, mas somente depois de se encontrar e discutir a questão com Bolsonaro; Isso deve acontecer nos dias 28 e 29 de junho em Osaka, no Japão, durante a cúpula do G20. “Macron gostou muito de se encontrar com o cacique, eles se deram muito bem. Foi muito bonito, houve uma boa conexão”, afirmou Jean-Pierre Dutilleux à RFI.

Questionado sobre o que Macron teria prometido a Raoni, Dutilleux disse que “não podia dar mais informações”. “Daqui a mais ou menos um mês, Macron vai se pronunciar, mas ele quer falar primeiro com o presidente do Brasil para que não haja nenhuma interferência. Tem que ser com respeito da soberania”, disse.

Entrevista à imprensa francesa

O jornal Aujourd’hui en France publicou nesta quinta-feira (16) uma entrevista com Raoni, na qual ele fala sobre a urgência da situação dos povos indígenas brasileiros. “Encontrei todos os presidentes [franceses] precedentes e eles sempre me ajudaram a preservar o território ameaçado no qual eu vivo, no coração da floresta amazônica”, disse o índio. “Vim encontrar Macron porque precisamos dele para salvar nossas terras.”

De acordo com o diário, Raoni tinha a intenção de pedir € 1 milhão para financiar muros vegetais feitos de bambus para cercar a reserva do Xingu, que “sofre com intrusões frequentes de traficantes de madeira e de animais”. “Com esse dinheiro, poderemos colocar mais segurança na área onde se encontram os cemitérios de nossas tribos e onde está o corpo do meu pai”, disse.

Por fim, Raoni afirmou que entraria em contato com Bolsonaro assim que voltasse da Europa. “Ele nos comparou a animais de zoológico. Vou exigir um encontro para que ele pare de dizer essas coisas.”

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