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França

"Apelo de Christchurch": o ciberterrorismo na mira de gigantes da internet em Paris

media A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e o presidente francês, Emmanuel Macron, durante coletiva de imprensa sobre o "Apelo de Christchurch". Yoan Valat/Pool via REUTERS

Vinte e seis países e gigantes da internet se uniram ao "Apelo de Christchurch" nesta quarta-feira (15) contra o conteúdo online "terrorista e extremista violento" nas redes sociais e aplicativos, dois meses após a transmissão ao vivo via Facebook dos atentados às mesquitas na Nova Zelândia.

Segundo o "Apelo de Christchurch", lançado pela primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e  pelo presidente francês, Emmanuel Macron, as plataformas de internet, e líderes de mercado como o Facebook (e suas subsidiárias WhatsApp e Instagram), e o Google e sua filial YouTube, comprometeram-se em Paris a prevenir o download e a difusão de conteúdos de ódio, incluindo "a remoção imediata e permanente" do material, segundo determina o documento, assinado no Palácio do Eliseu.

O objetivo do acordo é evitar que circulem imagens ou mensagens terroristas on-line, como as do massacre de 51 muçulmanos em Christchurch, em 15 de março, transmitidas ao vivo pelo seu autor, um supremacista australiano, via Facebook Live durante 17 minutos. "Podemos ficar orgulhosos. Tomamos medidas concretas para evitar uma tragédia como a ocorrida em Christchurch", disse a primeira-ministra da Nova Zelândia.

No “apelo”, as empresas devem tomar medidas imediatas para "diminuir o risco" associado com a transmissão ao vivo de conteúdo, através da sua identificação e análise "em tempo real". Um desafio: trata-se de um conteúdo que, removido, é muitas vezes imediatamente republicado pelos usuários.

Como combater o ódio na internet?

Gigantes da internet sugiram a criação de algoritmos específicos para detectar mecanismos ou desviar os usuários de conteúdos e encerrar contas, se necessário for. "O Facebook tentou apagar o vídeo dos ataques terroristas de Christchurch. Eles o removeram 1,5 milhões de vezes. Durante as primeiras 24 horas, no entanto, ele foi colocado de volta no YouTube a cada segundo", observou Ardern.

O documento, liderado por Emmanuel Macron, foi aprovado por um conjunto de chefes de Estado e de governo, como o rei Abdullah, da Jordânia, o presidente senegalês, Macky Sall e a premiê britânica, Theresa May, além de chefes de gigantes digitais, incluindo o Google, Twitter e Facebook, presentes no Eliseu. Também estiveram presentes os primeiro-ministros canadense, Justin Trudeau, a norueguesa Erna Solberg, o irlandês Leo Varadkar e o vice-presidente da Indonésia, Jusuf Kalla.

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