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França

França homenageia como “heróis” soldados que morreram para salvar turistas

media Os caixões de Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello no pátio dos Invalides em 14 de maio de 2019. REUTERS/Philippe Wojazer/Pool

A França homenageou nesta terça-feira (14) os dois soldados das forças de elite que morreram na semana passada em uma operação para libertar turistas reféns, no Burkina Faso. A cerimônia nacional no Palácio dos Inválidos, em Paris, foi presidida por Emmanuel Macron, que em seu discurso saldou “o sacrifício dos dois heróis”.

A cerimônia foi marcada por muita emoção. Antes de chegar aos Inválidos a procissão com os dois caixões atravessou Paris e foi aplaudida pela multidão.

Eles entram no pátio de honra do Palácio dos Inválidos carregados pelos colegas da Hubert, a força de elite francesa. Um detalhe chamou a atenção: os militares estavam com os rostos cobertos por uma máscara para preservar seus anonimatos. Cordas de segurança, como as usadas para manter os nadadores de combate juntos, uniam os dois caixões com os corpos dos militares Cédric de Pierrepont, 33, e Alain Bertoncello, 28, simbolizando os destinos ligados tanto na ação quanto na morte.

“Estes oficiais eram soldados fora do comum. Poucos exércitos no mundo têm a chance de contar com profissionais como eles”, declarou Emmanuel Macron. “A missão era difícil e ela era necessária”, completou o presidente francês diante dos familiares e dos colegas dos dois militares. A cerimônia também teve com a presença das mais altas autoridades do Estado francês.

Missão arriscada

Os dois soldados de elite morreram em uma missão arriscada no Burkina Faso. A operação foi lançada para libertar dois turistas franceses, Patrick Picque e Laurent Lassimouillas, que foram sequestrados no Benim e iam ser transferidos para um grupo jihadista no Mali.

“A França é uma nação que nunca abandona seus filhos. Quem ataca os franceses tem que saber que não nos curvamos jamais”, lançou Macron. O presidente prometeu continuar incansavelmente a luta contra o terrorismo na África, no Oriente Médio e na França.

Os dois soldados foram condecorados com a medalha de cavaleiros da Legião de Honra da França, a título póstumo. Em seguida, houve um momento de recolhimento ao som do toque militar fúnebre e da Marselhesa. Os dois militares serão enterrados em suas cidades natal, em cerimônias reservadas aos familiares.

O presidente francês Emmanuel Macron homenageia os soldados das forças especiais Cedric de Pierrepont e Alain Bertoncello, que foram mortos em um resgate noturno de quatro reféns estrangeiros incluindo dois cidadãos franceses. REUTERS/Philippe Wojazer/Pool

Polêmicas

Os turistas franceses Laurent Lassimouillas e Patrick Picque foram capturados no dia 1° de maio em uma região perigosa do Benim, por onde circulam grupos terroristas. Eles pretendiam fazer um safári num parque natural que as autoridades do país africano têm procurado promover. Na operação de resgate, uma americana e uma sul-coreana, sequestradas havia 28 dias, também foram libertadas por acaso.

O chefe do estado-Maior francês, general François Lecointre, explicou que as forças especiais decidiram realizar o resgate porque havia risco de transferência dos reféns para o Máli. Os dois soldados mortos entraram na área sem atirar para não atrair a atenção dos vigias, mas quando estavam a 10 metros do objetivo, foram vistos por homens armados que abriram fogo contra eles. Quatro criminosos morreram na troca de tiros.

O ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, recomendou aos franceses prudência ao viajar na região sul do Sahel, destacando que grupos jihadistas atuantes na região não têm hesitado em atravessar as fronteiras do Máli, Níger e Burkina Faso para entrar em países até então considerados relativamente seguros, como era o caso do Benim.

A morte dos militares provocou consternação e polêmica. O prefeito de Toulon, Hubert Falco, do partido de direita Os Republicanos (LR), criticou Macron por ter ido recepcionar os ex-reféns no aeroporto, no último sábado (11). "Os únicos compatriotas que merecem hoje uma homenagem da nação são os dois soldados mortos em combate, para salvar a vida de turistas inconsequentes", escreveu o político no Twitter.

Soldados saúdam a procissão fúnebre levando os caixões de Cedric de pierrepont e Alain Bertoncello em 14 de maio de 2019. REUTERS/Charles Platiau
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