Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 24/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 24/05 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 24/05 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 24/05 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 24/05 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 24/05 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 23/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 23/05 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

Festival de Cannes começa com filme de zumbis e polêmica sobre Alain Delon

media Juri e mestres de cerimônia da 72ª edição do Festival de Cinema de Cannes REUTERS/Stephane Mahe

O pontapé inicial da 72ª edição do Festival de Cinema de Cannes foi dado na noite desta terça-feira (14) com uma projeção de “Os Mortos Não Morrem”, um filme de zumbis do americano de Jim Jarmush. Porém, antes mesmo da cerimônia de abertura, um escândalo sacudiu o evento, com um protesto contra a homenagem prevista para o ator Alain Delon, acusado de machismo, racismo e homofobia.

Enviado especial a Cannes

Depois do ritual da subida das famosas escadarias do Palácio dos Festivais, a cerimônia de abertura começou com uma homenagem à diretora Agnès Varda, que faleceu no mês de março, e cuja imagem ilustra o cartaz do evento. Em seguida vieram as alfinetadas do ator Édouar Baer contra a plataforma Netflix, banida do festival desde que os organizadores decidiram que apenas os filmes projetados em salas de cinema podem concorrer na Croisette.

O mestre de cerimônia celebrou a magia das salas obscuras e lembrou que assistir um filme nas telonas “é bem melhor do que comer uma pizza em frente da televisão”. As declarações seguiam na esteira das críticas feitas na sequência pelo presidente do júri, o mexicano Alejandro Gonzalez Iñárritu, que martelou na “experiência comum” propiciada pelo cinema.

Após o anúncio da abertura oficial, feito pela atriz francesa Charlotte Gainsbourg e o espanhol Javier Bardem, o público pode ver pela primeira vez o novo filme de Jim Jarmush. Uma espécie de “A Volta dos Mortos Vivos” que reúne no elenco estrelas como Bill Murray e Tilda Swinton, mas também Iggy Pop, Chloë Sevigny e Selena Gomez.

Parte do elenco do filme “Os Mortos Não Morrem”, de Jim Jarmush, no tapete vermelho de Cannes REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Machismo, racismo e homofobia condenados

Mas durante o dia um dos principais assuntos em Cannes não eram os zumbis de Jarmush, e sim a Palma de Honra que será dada pelo festival a Alain Delon do domingo (19). Principalmente após um a abaixo-assinado por quase 20 mil pessoas contra a escolha dos organizadores.

O ator, que durante muito tempo foi um dos principais representantes do cinema francês no mundo, é frequentemente criticado por suas declarações radicais. A estrela de filmes como “Rocco e Seus Irmãos”, de Luchino Visconti, e "O Sol por Testemunha", de René Clément disse publicamente que já bateu em mulheres e lançou inúmeras frases vistas como insultos contra minorias.

Os responsáveis pelo abaixo-assinado acusam claramente Delon de machismo, racismo e homofobia, e consideram que o ator não merece esse tipo de homenagem. “Ele é livre para ter suas opiniões, mesmo se não concordo com elas”, declarou Thierry Frémaux, delegado-geral do Festival de Cannes. “É complicado analisar como as lentes de hoje coisas que aconteceram ou foram ditas há anos”, tentou justificar. Até a hora da abertura, os organizadores do evento não contestavam a Palma de Honra para o ator.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.