Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 18/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 18/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 18/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/07 09h57 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 18/07 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 18/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/07 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

"Coletes amarelos" invadem cerimônia dos Molières, maior premiação do teatro francês

media "Coletes amarelos" durante protesto durante a 31a entrega dos Molières, o maior prêmio do teatro francês, em Paris, em 13 de maio de 2019. Alain JOCARD / AFP

Sob os olhos de um auditório incrédulo, integrantes do movimento dos "coletes amarelos" interromperam, na segunda-feira (13), a cerimônia dos Molières, a maior premiação do teatro francês. O objetivo dos militantes era denunciar os cortes do governo no orçamento do setor da cultura.

Logo que a 31a edição dos Molières se iniciou, a célebre sala de espetáculos Folies-Bergère, em Paris, foi invadida por dezenas de "coletes amarelos". O mestre de cerimônias, o humorista belga Alex Vizorek, apresentava os favoritos da noite, quando os militantes, cantando e exibindo uma bandeira de apoio aos desempregados, subiram no palco.

Vizorek cedeu o microfone para os "coletes amarelos", que também homenagearam os profissionais do mundo do espetáculo, conhecidos na França como "intermitentes". Para isso, levaram suas próprias estatuetas, com as quais "premiaram" técnicos de teatro. Também concederam um "Molière da desonra" ao presidente francês, Emmanuel Macron, e seu ministro da Cultura, Franck Riester, presente na cerimônia.

Pouco depois, foi a vez dos seguranças invadirem o local. Os "coletes amarelos" deixaram a sala tranquilamente, sob os aplausos da plateia.

A emissora que transmite a cerimônia dos Molières decidiu, no entanto, não exibir as imagens do protesto, no programa veiculado três horas após os fim do evento. Na montagem realizada pela TV France 2, a manifestação foi cortada.

O protesto ganhou apoio durante a os discursos dos premiados. Ariane Mourier, revelação feminina por sua interpretação na peça Le Banquet, defendeu "as revoltas de hoje" e desejou "um mundo justo, porque todos nós precisamos disso". Já Blanche Gardin, que levou o Molière do humor, afirmou que "neste período sinistro, a profissão de ator se parece mais com a medicina de emergência do que com a diversão".

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.