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França

Macron vai receber cacique Raoni, que inicia giro pela Europa

media Raoni Metuktire, líder da etnia indígena brasileira Kayapo, participa de uma reunião com parlamentares durante o acampamento Terra Livre, no Congresso Nacional em Brasília, Brasil, 25 de abril de 2019. REUTERS/Adriano Machado

O encontro estava inicialmente previsto para esta terça-feira (14), mas, segundo a associação Forêt Vierge (Floresta Virgem, em português), a reunião com o presidente francês, Emmanuel Macron, acontecerá nesta quinta-feira (16). Na sequência, o cacique brasileiro, líder da tribo dos Kaiapós, e uma das maiores autoridades indígenas do país, encontrará lideranças mundiais como o Papa Francisco, chefes de Estado e até estrelas do cinema no Festival de Cannes, no sul da França.

Raoni, que encabeça, com o apoio da associação francesa Floresta Virgem, uma nova campanha a partir desta segunda-feira (13) em Paris, em prol da preservação da Grande Reserva do Xingu, no centro-oeste brasileiro, ao sul da Floresta Amazônica. O objetivo, segundo o comunicado divulgado pela associação, é preservar este território indígena, “ameaçado pelo agronegócio, pelas invasões ilegais, pelos incêndios gigantescos e pelo desmatamento crescente”.

A associação espera conseguir coletar um total de € 1 milhão para “garantir a segurança do perímetro da reserva”, além de “dar apoio e proteger as comunidades” que vivem no Xingu. Trata-se da sexta campanha internacional coordenada pela Floresta Virgem com o cacique brasileiro Raoni, desta vez com o apoio da Fundação Yves Rocher.

Reserva do Xingu foi criada após campanha de 1989

A associação lembra que, durante quatro décadas, Raoni luta diariamente para salvar a floresta amazônica que “o viu nascer”. Graças ao filme "Raoni", dirigido por Jean-Pierre Dutilleux, selecionado em Cannes em 1977 e para o Oscar em 1978, sua luta assumiu uma dimensão global. Foi após o sucesso da campanha do cacique brasileiro ao lado da associação Floresta Virgem, em 1989, que a Reserva do Xingu foi criada e formalizada por um decreto presidencial brasileiro, em 1993.

Esta reserva de biodiversidade extraordinária possui uma área de 180.000 km quadrados, que inclui o Parque Nacional do Xingu, com uma superfície equivalente a um terço do território francês, e é o lar de dezenas de aldeias indígenas.

Os fundos arrecadados serão usados para reparar ou substituir cerca de 1.500 placas e marcadores que indicam claramente os limites da Reserva do Xingu, além de monitorá-los com imagens de satélite e postos de controle equipados com drones. Também será necessário colocar barreiras contra incêndios, essenciais para evitar que a propagação dos mesmos seja cada vez mais frequente, após a interrupção e a modificação do regime de chuvas, uma consequência do desmatamento.

O desmatamento, que caiu drasticamente na Amazônia entre 2004 e 2012, voltou a crescer em janeiro de 2019: uma alta de 54% em relação a janeiro de 2018, segundo a ONG Imazon. "Pulmão do planeta", o Amazonas possui um número impressionante de espécies, animais e vegetais, contabilizando 40.000 plantas, 3.000 peixes de água doce, quase 1.300 aves e 370 répteis.

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