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França

França: mais da metade dos LGBTs já sofreu agressão, mostra estudo

media Alta de agressões contra LGBT na França AFP PHOTO PIERRE ANDRIEU

Uma pesquisa do instituto francês Ifop revela que, no total, cerca de 55% dos gays, lésbicas, bissexuais e transsexuais declararam ter sido alvo de ao menos uma agressão homofóbica na vida. Uma alta de cinco pontos percentuais foram registrados em relação a 2018.

O estudo foi realizado através de um questionário disponível on-line entre 12 de maio de 2018 e 24 de abril de 2019. As perguntas foram respondidas por cerca de 1.229 homossexuais, bissexuais e transgêneros franceses maiores de 18 anos, que vivem na região metropolitana.

O número de vítimas de violências físicas dobrou entre junho de 2018 e abril 2019. Os dados também revelam que 22% dos entrevistados declararam ter sido vítima de agressões físicas. Agressões como injúrias, destruição de bens e abusos sexuais continuam estáveis.

Em 78% dos casos, lembra a pesquisa, o agressor é um homem de menos de 30 anos que age na presença de um grupo, mesmo se 21% das vítimas dizem ter sido agredidas por várias pessoas ao mesmo tempo. Porém, apenas 27% delas prestam queixa na delegacia ou buscam ajuda em associações.

Cerca de 60% delas admitem ter cogitado o suicídio no último ano. Esse índice é de 7,2% na população francesa em geral.

Estratégia da invisibilidade

O ambiente homofóbico leva várias vítimas a adotar “estratégias de invisibilidade”. Cerca de 62% dos entrevistados evitam andar de mãos dadas, 63% preferem não beijar em público, pelo menos 37% evitam passear em certos bairros e 33% preferem não voltar para casa sozinhos.

Além disso, a pesquisa revela que 16% dos entrevistados preferiria mudar de cidade por conta da hostilidade que enfrentam. Cerca de 15% dos estudantes de ensino médio gostariam de trocar de escola pelo mesmo motivo.

 

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