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França

Seis bombeiros de Paris são acusados de estupro coletivo por estudante norueguesa

media Imagem ilustrativa dos bombeiros de Paris. Geoffroy VAN DER HASSELT / AFP

Seis bombeiros de Paris estão detidos para interrogatório desde sábado (4), em uma investigação sobre o estupro coletivo de uma estudante norueguesa de 20 anos. Eles serão ouvidos por um promotor do Ministério Público francês e podem ser indiciados nesta segunda-feira (6).

No total, oito bombeiros foram interrogados sobre o caso. Seis deles - suspeitos de estupro coletivo - continuam detidos. Os outros dois não teriam participado da agressão, mas foram testemunhas dela.

Segundo a denúncia da estudante, ela teria conhecido um grupo de bombeiros em um bar da capital francesa na noite de sexta-feira (3). Na madrugada de sábado (4), a jovem e outras duas amigas foram convidadas por eles a irem até o quartel de Plaisance, no 14° distrito de Paris.

A estudante relatou uma relação sexual consentida com um dos bombeiros. O estupro coletivo teria ocorrido na sequência. O grupo acusado nega que a jovem tenha se recusado ao ato.

Uma fonte anônima ouvida pela imprensa francesa afirmou que a norueguesa teria se escondido no banheiro do quartel antes de conseguir escapar do local. Ela foi encontrada em estado de choque por uma amiga na manhã de sábado.

Crime ser punido "de forma rígida"

O porta-voz dos bombeiros de Paris, Gabriel Plus, confirmou ao jornal Le Parisien a ida das garotas ao posto de Plaisance, lembrando que a ida de civis ao local de trabalho dos bombeiros é proibida. Segundo ele, os oficiais envolvidos no caso deverão ser suspensos.

"Esses incidentes não serão tolerados. Eles não estão de acordo com os valores defendidos pelos bombeiros de Paris, que devem ser exemplares - o que é o caso da maioria entre eles. Se o estupro for confirmado, será punido de forma rígida", garantiu.

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