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França

Jornalistas assassinados ganham praça em Paris no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

media Os jornalistas da RFI assassinados na República Centro-Africana, Ghislaine Dupont e Claude Verlon, em imagem de 2013. RFI

Parentes e próximos dos jornalistas franceses Ghislaine Dupont, Claude Verlon e Camille Lepage se reuniram nesta sexta-feira (3), Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, durante a cerimônia em que uma praça parisiense ganhou o nome dos três repórteres, assassinados entre 2013 e 2014. Ghislaine Dupont, 57, repórter, e Claude Verlon, 55, engenheiro de som, ambos da Rádio França Internacional (RFI), foram sequestrados e assassinados em Kidal, no norte do Mali, no continente africano.

"É emocionante e doloroso porque obviamente ela não está lá", declarou Maryvonne Lepage, mãe de Camille Lepage, fotojornalista independente assassinada em 2014, aos 26 anos, quando fazia uma reportagem na República Centro-Africana. De acordo com o relatório anual da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), 80 jornalistas foram mortos em 2018. Durante dez anos, mais de 700 jornalistas profissionais morreram no exercício de sua profissão.

Nesta sexta-feira, Maryvonne Lepage se juntou a cerca de cem pessoas compareceram, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, na pequena praça no cruzamento das ruas de Aboukir, Louvre e Montmartre, no 2º distrito da capital francesa, bairro emblemático para a imprensa em Paris, onde ficam algumas escolas de jornalismo e a sede da agência France Presse. A praça foi rebatizada como "Ghislaine Dupont - Claude Verlon - Camille Lepage".

As famílias e parentes dos jornalistas não conseguiram conter as lágrimas após a inauguração da placa, onde se lê "Mortos pela informação". A emoção também era palpável quando a atriz Isabelle Carré leu, em meio a um silêncio tenso, as cartas enviadas por Ghislaine Dupont à sua família. Ela relatou seu cotidiano como jornalista, incluindo sua cobertura eleitoral no Sudão do Sul. "Eu definitivamente não perdi o gosto de entrar em campo com a idade. Os encontros que faço continuam a me fascinar", escreveu a jornalista da RFI à sua família.

"Ghislaine Dupont, Claude Verlon, Camille Lepage, não esqueceremos seu sacrifício e vocês, transeuntes, (...) lembrarão ao passar por este lugar que a liberdade de informar é muito frágil e que deve ser defendida, ardentemente, todos os dias", disse o subprefeito do segundo distrito de Paris, Jacques Boutault.

Justiça

"Como jornalista, fico emocionado", disse o porta-voz da agência AFP, Francis Magois, e um dos membros do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) por trás da iniciativa. "É uma das poucas profissões em que você pode morrer enquanto faz seu trabalho", acrescentou. "É importante não esquecê-los e também saber porque eles não estão mais lá", disse Marie-Pierre Ritleng, irmã do jornalista Claude Verlon, morto no Mali.

"Hoje realmente devemos nos recordar e exigir justiça, além de pedir respostas para nossas perguntas, como isso aconteceu?", lamentando que não há "nada de novo" nas investigações. "Até o momento, nenhum desses crimes foi elucidado ou punido", lamentou também Laurence Lacour, jornalista e amigo de Ghislaine Dupont, lamentando a “falta de respostas”.

Se o assassinato de Ghislaine Dupont e Claude Verlon foi reivindicado pela al-Qaeda no Magreb islâmico, nada se sabe sobre as circunstâncias precisas das mortes dos dois jornalistas, mas duas investigações continuam abertas.

"Espera-se que o juiz de instrução, que investiga o caso, relance uma comissão para que investigadores franceses possam ir até a cena da emboscada", reivindicou Maryvonne Lepage, cuja filha foi assassinada em circunstâncias ainda não esclarecidas. "A investigação está progredindo muito lentamente", lamentou.

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