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França

1° de Maio em Paris: polícia evita caos e “coletes amarelos” atrapalham ato dos sindicalistas

media Tropas de choque em Paris, no dia 1° de maio. Foto: Lucia Muzell/RFI

Os jornais franceses desta quinta-feira (2) fazem um balanço da Festa do Trabalho na capital. O anunciado apocalipse não se concretizou e as reivindicações dos sindicatos foram abafadas por outras cores.

“Uma festa diferente”, diz a manchete do jornal Aujourd’hui en France. “Um 1° de Maio mais amarelo e preto que vermelho”, estampa o jornal econômico Les Echos, referindo-se à grande afluência de coletes amarelos e black blocs, os manifestantes anticapitalismo e antifascismo vestidos de preto, que deixaram o vermelho das faixas e balões dos sindicatos em segundo, terceiro plano.

“Amarelo, preto, vermelho... Em Paris, o tradicional desfile começou com confusões. Se os atos violentos graves foram evitados, os sindicatos não conseguiram se manifestar como queriam”, diz Aujourd’hui en France. 

Foram 310 mil manifestantes em todo o país, segundo a CGT (Confederação Geral do Trablaho) – 164.500, para a polícia. Desses, 80 mil em Paris, segundo os sindicatos, 40 mil para a imprensa e 16 mil de acordo com o ministério do Interior.

“Em Paris, o importante dispositivo policial evitou o caos”, diz Le Figaro, referindo-se à mobilização de 7.400 integrantes das forças de ordem na capital.

Polícia evita desastre

Para o jornal Libération, o aparato de segurança conseguiu limitar o desastre, através de várias estratégias, como “escolha do terreno, reconhecimento minucioso, controles preventivos e infiltrações”.

Os percursos foram estudados com cuidado, os acessos a Paris foram passados a pente fino, com controle intenso nas estações de trem e nas estradas. Em campo, as tropas de choque conseguiram impedir o agrupamento dos black blocs, que acabaram se dispersando no final da tarde, sem repetir o histórico quebra-quebra do ano anterior.

“No jogo da manutenção da ordem, o dono do terreno é vencedor em 90% dos casos. E neste 1° de Maio em Paris, foi a polícia. Apesar das previsões de um dia apocalítico, os confrontos foram em sua grande maioria contidos pelas forças de ordem”, explica Libération.

No final do dia, foram cerca de 33 feridos leves do lado dos manifestantes e cinco entre policiais e tropa de choque, sendo um caso grave.

Ganhadores e perdedores

Os sindicatos, organizadores históricos da festa do 1° de Maio em Paris, evento até então festivo e até familiar, foram os grandes perdedores. O cheiro sempre presente de churrasco nesses eventos foi substituído pelo de gás lacrimogênio, nota a colunista Cécile Cornudet, de Les Echos.

Quem roubou a festa? Não só os muito visíveis “coletes amarelos”, mas, de uma certa maneira, Emmanuel Macron, aponta Cornudet. O presidente conseguiu que as forças de ordem ganhassem visibilidade e a estratégia da comunicação também foi intensa, destacando o aparato de segurança e as detenções, explica a jornalista.

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