Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 21/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 21/07 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 21/07 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 21/07 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 21/07 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 21/07 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 20/07 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 20/07 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
França

1° de Maio na França: coletes amarelos radicais e black blocs nas manifestações sinalizam violência

media Black blocs marcam presença na manifestação do tradicional Dia do Trabalho em Paris, nesta quarta-feira 1° de maio. REUTERS/Benoit Tessier

Tensão inédita na Franca nos tradicionais desfiles do Dia do Trabalho nesta quarta-feira (1). A presença de coletes amarelos ultrarradicais e de black blocs no início das manifestações organizadas pelos sindicatos, principalmente em Paris, sinalizam possíveis cenas de confrontos com a polícia e quebra-quebra. Dezenas de supostos ativistas radicais já foram detidos.

Reportagem de Lúcia Muzell

Neste ano, manifestantes coletes amarelos se juntam aos atos do Dia do Trabalho, no que promete ser um dia de intensas mobilizações na França. Pela manhã, em Paris, os coletes amarelos se reuniram na Praça da República, na Praça da Itália e em Montparnasse, onde a tensão já era palpável entre os manifestantes e as forças de ordem.

Muitos coletes amarelos já se prepararam para confrontos com a polícia, com máscaras, lenços e óculos de proteção contra bombas de gás lacrimogêneo que costumam ser utilizadas pelos policiais. «Vai dar confusão! Vai dar confusão!», gritavam os manifestantes.

Black blocs infiltrados

A presença da polícia é ostensiva no bairro de Montparnasse. Os serviços de inteligência franceses anteciparam que haverá infiltração de grupos de black blocs nas manifestações dos coletes amarelos e dos sindicatos. São esperados até 2 mil manifestantes violentos, muitos deles vindos de outros países da Europa especialmente para a ocasião.

Nas redes sociais, eles apelam para um “dia de motim” histórico. Por isso, um número inédito de policiais está nas ruas neste 1° de maio na capital francesa. São 7,4 mil integrantes das forças de ordem, que vão tentar evitar atos de vandalismo principalmente durante a parte da tarde, quando ocorre a maior manifestação dos sindicatos e trabalhadores.

Já houve pelo menos 35 detenções nesta manhã. No total, cerca de 30 mil pessoas são esperadas nas ruas de Paris, e 115 mil em toda a França.

Champs-Elysées interditada

As manifestações foram proibidas na avenida Champs-Elysées. Outras regiões da capital como os arredores do Palácio do Eliseu, do Senado, da Assembleia e da catedral de Notre Dame, também estão interditados.

Mais de 500 lojas situadas no trajeto da manifestação organizada pelos sindicatos, entre a estação de Montparnasse e a praça da Itália, devem fechar suas portas, por orientação do Ministério do Interior.

Manifesto de jornalistas contra violência policial

Mais de 350 jornalistas assinaram um manifesto para denunciar a violência policial, “física e verbal”, contra os profissionais da mídia. Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, quase 90 jornalistas foram vítimas de agressões por parte das forças de ordem desde o início do movimento dos coletes amarelos, em novembro de 2018. Muitos profissionais chegaram a ser detidos e presos preventivamente.

O abaixo-assinado foi publicado nesta quarta-feira pelo site da rádio e televisão France info. O texto diz que com essa estratégia da polícia de “denegrir e criminalizar” a profissão, ser repórter no país se torna “cada dia mais arriscado, difícil e mesmo impossível”. Os jornalistas acusam a polícia francesa de “tentar deliberadamente impedir o trabalho deles de documentar e testemunhar o que acontece durante as manifestações.”

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.