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França

Medidas anunciadas por Macron não convencem coletes amarelos e movimento continua

media O presidente francês Emmanuel Macron durante coletiva à imprensa nesta quinta-feira, 25 de abril de 2019. @AFP

Sem surpresa, todos os jornais franceses desta sexta-feira (26) analisam as medidas anunciadas ontem pelo presidente Emmanuel Macron em resposta às reivindicações dos coletes amarelos. E a imprensa está dividida.

O jornal Les Echos é o mais neutro de todos. Política fiscal, aposentadoria, instituições, estes são os principais setores que o presidente francês escolheu para reformar, destaca a manchete.

O diário econômico detalha alguns anúncios. Emmanuel Macron promete reduzir o imposto de renda dos trabalhadores, numa medida que representaria € 5 bilhões a menos para os cofres públicos. A supressão do imposto sobre a fortuna é mantida. Ele não modificará a idade mínima legal para a aposentadoria, que é de 62 anos, mas o tempo de contribuição será prolongado, incitando as pessoas a trabalhar mais tempo. O objetivo de acabar com 120 mil postos de trabalho no funcionalismo público, uma promessa de campanha, foi abandonado.

Sobre as instituições democráticas, para aumentar a participação dos cidadãos, uma dose de 20% de representação proporcional será introduzida nas próximas eleições legislativas e o número de assinaturas necessárias para lançar um referendo de iniciativa compartilhada (RIP) com o Congresso é reduzido para um milhão, no lugar de 4,5 milhões.

As decisões foram anunciadas na quinta-feira (25) à noite no Palácio do Eliseu, durante a primeira entrevista coletiva de Macron desde que ele chegou ao poder. O presidente fez um “mea culpa”, mas descartou mudar de rumo. “Macron não renega sua política e quer acelerar suas reformas após o grande debate realizado para recolher as reivindicações dos coletes amarelos”, avalia Les Echos.

Novas prioridades

O jornal Le Parisien fala em novas prioridades de Macron. O diário lembra que a expectativa com o anúncio do presidente era grande e acha que o chefe de Estado “mostrou ter ouvido os coletes amarelos”. Ele vai mudar de método, sem, no entanto, renunciar as reformas. Em um editorial otimista, Le Parisien estima que Macron, “como se espera de um chefe de Estado, mantém um objetivo claro e, depois de cinco meses de tumulto, recuperou o controle da situação”.

Le Figaro é mais reticente. O jornal conservador ressalta que o referendo de iniciativa cidadã (RIC), uma das principais reivindicações dos coletes amarelos, foi descartado. O editorial sobre a “nova ambição anunciada pelo presidente” afirma que “tudo ainda está em aberto”. As economias orçamentárias necessárias para financiar as novas medidas ainda têm que ser encontradas e determinadas.

Le Figaro também traz uma pesquisa sobre a reação da população que julgou o presidente pouco convincente. 63% dos franceses consideram que as decisões não correspondem as suas expectivas e 80% acham que elas não vão acabar com o movimento dos coletes amarelos.

“Curva em linha reta”

O diário Libération diz que apesar de algumas medidas notáveis sobre a aposentadoria, a eleição proporcional ou o serviço público, o anúncio não marca a virada esperada, após três meses de debates. Na verdade, Macron fez “uma virada em linha reta”, ironiza o jornal progressista.

O vespertino Le Monde destaca as reações de políticos e de lideranças dos coletes amarelos. Os líderes do movimento social lamentam que Macron não ouviu o que os manifestantes pedem nas ruas do país há cinco meses. Eles dizem que ele que ofereceu “apenas migalhas de pão”, e convocam novas manifestações em todo o país. A primeira delas está marcada para este sábado (27).

A oposição espera colher os frutos da decepção da população e sair vitoriosa nas eleições europeias de 26 de maio, aponta Le Monde.

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