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França

Macron promete reduzir imposto de renda, mas se recusa a retomar taxa para os mais ricos

media Emmanuel Macron durante esperada entrevista coletiva. REUTERS/Philippe Wojazer

O presidente francês, Emmanuel Macron, concedeu uma entrevista coletiva na noite dessa quinta-feira (25). O chefe de Estado deveria responder a algumas das reivindicações dos "coletes amarelos", mas evitou dar detalhes concretos sobre as esperadas medidas econômicas. No entanto, avançou que não pretende restaurar o imposto especial para as grandes fortunas do país, uma das reclamações dos manifestantes.

Pela primeira vez desde novembro, quando começaram os protestos dos "coletes amarelos", o presidente francês enfrentou diretamente a imprensa. Mais de 300 jornalistas responderam presente ao convite de Macron para a entrevista coletiva, que contou com um longo discurso de quase uma hora, seguido de uma sabatina de cerca de uma hora.

Macron reconhece ter cometido alguns erros, mas não se mostrou arrependido das medidas que tomou durante os quase dois anos de governo. No entanto, disse ter ouvido as reclamações dos “coletes amarelos”. “Eu senti na própria pele o que eles diziam”, declarou o chefe de Estado.

Uma das principais medidas anunciadas pelo chefe de Estado foi a redução de € 5 bilhões no imposto de renda. Porém, não disse exatamente de que maneira essa baixa será implementada. Macron informou apenas que alguns nichos fiscais serão repensados e que serviços públicos que ele considera “inúteis” podem ser suprimidos.

O presidente também avançou que pretende indexar as aposentadorias mais baixas na inflação e que não vai aumentar a idade mínima para se aposentar. Porém, o chefe de Estado repetiu várias vezes que os franceses deveriam trabalhar mais.

Já o ISF (Imposto de solidariedade sobre a fortuna), uma taxa para os mais ricos que Macron suprimiu logo que chegou ao poder, não deve ser reestabelecida, apesar de ser uma das principais reivindicações dos “coletes amarelos”. Para o presidente, “não se trata de um presente para os ricos”. Porém, o chefe de Estado se mostrou aberto a reavaliar a situação desse imposto em 2020.

Voto branco e imigração

Questionado sobre o reconhecimento do voto em branco, outra reivindicação dos “coletes amarelos”, Macron disse ser contra, pois tal medida poderia anular uma eleição. “Temos que escolher alguém. Voto branco não decide nada. Voto branco não resolve nenhum problema. Mas um candidato X ou Y, sim", insistiu.

No âmbito da política externa, o presidente foi mais direto, e defendeu uma Europa forte. Macron chegou a falar de um endurecimento das fronteiras na Europa para controlar melhor o fluxo migratório.

“Devemos refundar nossa política de desenvolvimento e nossa política migratória”, repensando o espaço Schengen de livre circulação de pessoas, disse o presidente. “Nem que para isso tenhamos um espaço Schengen com menos Estados”, completou.

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