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França

Protesto pelo clima reúne centenas em bairro de negócios perto de Paris

media Ativistas ambientalistas bloqueiam a entrada na sede da gigante petrolífera francesa Total durante uma "ação de desobediência civil" para pedir aos líderes mundiais que atuem contra a mudança climática, em La Defense, perto de Paris, França19/04/19 REUTERS/Benoit Tessier

Centenas de pessoas participaram de um protesto pela defesa do clima nesta sexta-feira (19), em La Défense, bairro de negócios situado na região parisiense. Os manifestantes denunciaram “a aliança tóxica” entre estados e multinacionais, acusados de serem responsáveis pelo aquecimento global.

Dezenas de manifestantes se uniram à "semana da rebelião", organizada na Europa em defesa da ecologia, e se sentaram na entrada do prédio da petroquímica francesa Total. Eles carregavam uma bandeira com os dizeres "República dos Poluidores", ao lado de um boneco de Emmanuel Macron. "Total é simbólica, é a fábrica da mudança climática”, declarou Clémént Sénéchal, do Greenpeace, uma das ONGs organizadoras da ação de“desobediência civil em massa”, ao lado da ANV-COP21 e os Amigos da Terra.

No início da tarde, centenas de militantes foram evacuados da sede da empresa francesa de energia EDF, de acordo com os organizadores. De manhã, uma janela do banco Société Générale foi quebrada e a tropa de choque utilizou bombas de gás lacrimogêneo. A jovem Clarisse, 18 anos, uma das manifestantes, declarou que o governo deveria adotar uma política protecionista em relação ao meio-ambiente. "A nossa geração será a primeira a ser afetada se não houver meios de reverter a situação."

“Estamos agindo”, garante ministro

O ministro da Transição Ecológica, François de Rugy, reagiu no Twitter. "Aos militantes radicais que têm como alvo o presidente e o governo: vocês estão atacando o inimigo errado", disse. "Estamos agindo", assegurou. O CEO da Total, Patrick Pouyanné, defendeu a estratégia do grupo. "As pessoas manifestam pedindo que seja feito mais pelas mudanças climáticas, mas sabemos que não é fácil porque a primeira demanda da população é ter acesso a mais energia, e limpa", explicou.

De acordo com as ONGs participantes, 2.000 pessoas participaram do protesto nesta sexta-feira. "Esta é a maior ação que já organizamos", declarou Pauline Boyer, porta-voz da ANV-COP21. O protesto integra a "semana da rebelião", lançada na segunda-feira pelo movimento ecologista Extinction Rebellion. Mais de 500 de seus militantes foram presos desde o início da semana.

 

 

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