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França

Área da catedral Notre-Dame pode estar contaminada por chumbo, alerta associação

media A agulha e todo o teto da catedral Notre-Dame de Paris foram destruídos ©Patrick ANIDJAR/AFP

A associação Robin des Bois pediu nesta sexta-feira (19) a “descontaminação” de Notre-Dame de Paris, alegando que, depois do incêndio, a catedral está cheia de “dejetos tóxicos”. O motivo, explica a ONG, é a fusão do chumbo, que pode causar poluição ambiental.

Em um comunicado, a associação francesa escreve que, depois da fusão de mais de 300 toneladas de chumbo da agulha situada no topo do monumento, a área onde está situada a Notre-Dame de Paris é um "local poluído". A flecha foi destruída pelas chamas e caiu - uma imagem que chocou o mundo todo. "A catedral hoje está reduzida ao estado de dejeto tóxico.” A ONG também pede que seja realizada uma cartografia de todas as substâncias tóxicas presentes no monumento.

“A água dos extintores de incêndio, as cinzas, a fuligem, os entulhos no chão e nas partes superiores da construção devem, assim que a segurança dos trabalhadores esteja garantida, serem categorizadas, passar por uma triagem e confinadas para serem eliminadas em seguida”, explica a ONG, que também se preocupa com a saúde dos bombeiros que participaram da operação para apagar o fogo na catedral, que durou mais de 14 horas.

“Antes de abrir uma licitação para a concepção de uma nova agulha, seria preciso abrir uma licitação para descontaminar o local que pode ser considerado provisoriamente como uma instalação abandonada, complicada por contaminações ambientais”, escreve a associação, que publica regularmente relatórios que repertoriam solos poluídos por hidrocarboneto ou chumbo.

Ar pode estar poluído

A Robin de Bois também alerta para o risco de contaminação da île de la Cité, ao lado do Sena, e do próprio rio. Além disso, os moradores da área podem respirar partículas de chumbo “durante vários meses, ou até anos”, alerta a associação. A qualidade do ar, diz, deve ser analisada para que se possa medir a quantidade de chumbo e outras substâncias poluidoras.

Segundo a Airparif, associação francesa especializada na questão, a análise feita nesta terça-feira (16), um dia depois do incêndio, não indicou taxas anormais de poluentes atmosféricos, principalmente partículas finas. Isso indica que a poluição é localizada, mas o organismo lembra que não tem recursos ou autorização para realizar as medidas de maneira mais específica, que permitiriam avaliar o impacto local.

 

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